Welcome* Bem-Vindo * Kirzeer * Benvenuto * Bienvenue * Willkommen * Välkomnande * Nрием * 歓迎 * Selam * 欢 * Witajcie *

28 de nov de 2008

Se Hitler tivesse vendido um quadro - parte 1

O que é capitalismo?

A visão de lucros, competividade, globalização?
Para mim, o capitalismo é o consumismo, a essência do sistema.

Após a Segunda Revolução Industrial, a Inglaterra, a potência daquela época, queria ampliar suas trocas comerciais, ou seja, queria tanto tomar um mercado consumidor mundial quanto maiores fornecedores de matérias-primas. Logo, defendendo seus interesses econômicos, ela defendeu a abolição da escravidão e a independência dos países da América Latina, inclusive do Brasil.
Com isso, os países recém independentes rapidamente tornaram-se subdesenvolvidos e um dos motivos foi essa dependência econômica que a Inglaterra controlava.

As décadas passaram, a belle époque acabou, a Rússia se pintou de vermelho e Hitler não vendeu nenhum quadro.
Em 1939 se deu início ao maior pesadelo da História, uma das manchas mais escuras da humanidade, a Segunda Guerra Mundial.
Não ocorreu uma simples bipolarização do globo como aconteceu na Guerra Fria.
O planeta não era formado por seres humanos, atmosfera, minérios, vulcões, pólos, mas por judeus, ingleses, nazistas, comunistas, soldados, enfermeiras, morte, medo, pedaços, poeira.
Com a "heróica" entrada hollywoodiana dos EUA, a Guerra foi decidida. Sim, os EUA salvaram o mundo do nazismo, mas trouxeram outro vilão autoritário: eles mesmos.

Os Eua (e/ou capitalismo) sempre lucraram com guerras e a primeira vez foi a Primeira Guerra Mundial, já que forneciam armamentos aos países aliados. Na Segunda Guerra não foi muito diferente. A única diferença foi que depois ao "ataque" a Pearl Harbor pelos japoneses, eles entraram na guerra para realmente lutar. E lembramos que aqui no Brasil foi praticamente igual.
Navios brasileiros foram "afundados" por alemães e mudamos de lado.

Com o fim da Guerra, um lado da Europa podia até ser o vencedor, contudo, como fora palco dos conflitos estava arrasada, destruída e não tinha um centavo para gastar em sua reconstrução. Foi outro momento que os Eua entraram como heróis mais uma vez através do Plano Marshall, no qual ajudavam financeiramente, até mesmo a Alemanha e assim, a Europa se reestabeleceu. Mas a hegemonia mudou-se de continente e permanece até hoje no norte da América.
Os Eua já deram inúmeros exemplos de seu absolutismo. O primeiro pode ser datado quando as bombas atômicas foram lançadas no Japão. É claramente o mais violento, sendo que até hoje em Hiroshima e Nagazaki morrem pessoas com câncer pelo efeito nuclear das bombas.
Outro exemplo é Hollywood. Os filmes produzidos na maior fábrica cinematográfica do planeta são as mensagens subliminares para a imposição da sociedade civilizada. E para os norte-americanos, como foi um dia para os romanos, a sociedade civilizada é aquela que possui a mesma cultura, os mesmo valores, desejos e sonhos. O resto é considerado bárbaro.

E cá estamos, totalmente americanizados, com uma identidade perdida... ainda.

Quantos filmes brasileiros você já viu?
Os seus preferidos são os blockbusters, cheios de efeitos especiais, com piadas que você não entende?

Você fala inglês?

Você tem Ipod?

Você come Doritos, hamburguer, Coca-Cola?

Você assiste Heroes, Desperate Housewives, Friends, CNN?

Você acha que isso tudo é realmente resultado da globalização?

Em cada um de nós, existe um americano, inegavelmente.
Na outra metade, pode até haver um revolucionário, mas ele é preguiçoso e facilmente vencido pelo consumismo.

Não adianta ser contra o sistema, ele já determinou nossa cultura.
Você vai largar sua vida atual e ir as ruas, exigir seus direitos, lutar contra ideologias falsas?
Uma guerra sem batalha.
Por que vamos lutar pela vida dos outros, enquanto mal conseguimos sobreviver a nossa própria realidade?

Nossos sonhos de um mundo melhor, mais igual, sem fome, sem miséria, mais justo, mais solidário, foram substituídos por BMWs, notebooks, viagens para o Havaí, condôminios fechados e seguros, iate particular, brincos da Tiffany.

Nós perdemos nossa identidade
Somos essa massa sem face
Indistinta sem sono
Em constantes lutas individuais.

Viva a Monarquia

Comentário da cientista política
Lucia Hippolito
na Rádio CBN em 25/12/2005 !

Entre 7 de setembro e 4 de novembro de 1940, a aviação alemã
despejou várias toneladas de bombas sobre Londres, numa das
mais violentas batalhas da Segunda Guerra Mundial.

Durante o que ficou conhecido como a Batalha da Inglaterra,
foram 57 noites de puro horror. A população da capital inglesa
viveu esses dias inteiramente aterrorizada, dormindo em abrigos
e voltando no dia seguinte, para encontrar, no lugar onde tinha
sido sua casa, um monte de escombros.

A destruição atingiu até mesmo uma ala do Palácio de Buckingham,
residência da família real. O rei George VI foi vivamente aconselhado
a deixar Londres com sua mulher e suas duas filhas, uma das quais
é a atual rainha Elizabeth II. Se a família real se mudasse para o
interior da Inglaterra, suas chances de sobreviver às bombas nazistas
seriam infinitamente maiores.

Nessa hora, ao contrário do que era aconselhado, a rainha ergueu-se
como um monumento. Baixinha, gordinha, sem nenhuma importância
até ali, a mulher de George VI transformou-se numa leoa, na
solidariedade ao seu povo.

Não só declarou que ninguém de sua família deixaria a cidade de
Londres, como passou a visitar diariamente bairros bombardeados
para mostrar que a família real continuava ali, ao lado de seu povo,
mesmo na mais tenebrosa adversidade.

A rainha conquistou para sempre a admiração e o amor dos ingleses.
Morreu em 2002, com 101 anos, cercada pela devoção do seu povo.

Naqueles dias de 1940, a família real inglesa demonstrou absoluta
lealdade à sua gente. A população de Londres não foi abandonada.

Na mais dura prova até então vivida por uma grande cidade, os
londrinos tiveram ao seu lado o seu rei, sua rainha e seu governo.

A primeira família, seja na realeza ou na República, é sempre simbólica.
Ela é uma transmissora de valores, de adesão às marcas nacionais.
Seus atos apontam caminhos, soluções e possibilidades .
O exemplo que ela dá revela seu compromisso com o país e seu futuro.

Tudo isso me vem à lembrança quando leio nos jornais que no Brasil
a esposa do presidente da República solicitou e conseguiu de um
governo estrangeiro cidadania para ela, seus filhos e seus netos.

A mulher do presidente Lula, seus filhos e netos são hoje também
cidadãos italianos .

O que será que isto quer dizer?

Como é que esta atitude será interpretada pela maioria dos brasileiros,
que não querem fugir do país e que tentam, todo santo dia, fazer do
Brasil um país melhor?

Como o Brasil espera inspirar confiança nos investidores estrangeiros,
quando a família do presidente da República já conseguiu para si mesma
uma "rota de fuga do país?"

Em tempo:

Vale recordar que Dona Marisa Letícia (assim mesmo, agora ela usa
os dois nomes, "para ficar mais formal") andou se justificando com
asinina sinceridade: segundo ela, o pedido de cidadania italiana foi para
"garantir aos filhos um futuro mais seguro".

Ela deve saber qual futuro seu marido está construindo...

Lucia Hippolito - CBN Brasil



É, e ainda ninguém me entende e dizem que aqui é melhor do que Londres!


24 de nov de 2008

Amy Winehouse ataca USP

A cantora inglesa, Amy Winehouse (26) atacou a Universidade de São Paulo neste último domingo (23).
Mais uma vez, a cantora problemática distribuiu berros e pauladas com seu taco de beisebol, destruindo desde janelas de sala de aula, lousas e carteira a carros estacionados dos estudantes.
De acordo com o advogado da universidade, ela será processada por danos a propriedade pública e isso pode chegar a lhe custar até 15 milhões de libras.
Uma fonte que não quis se identificar confirma a hipótese que havia uma cúmplice de altura mediana, pele clara, bochechas rosadas, ainda não identificada.

Apesar de ser internada numa cliníca de Reabilitação em Londres na semana passada, Amy continua dandos seus shows histéricos.
Será que ela passou na Fuvest?

10 de nov de 2008

High me 5 ! ! ! ! !


Era 18h24 a primeira vez que eu olhei o relógio. Pensei comigo que em meia hora eu já estaria no Via Funchal. Quando deu 19h20 desisti. Corri até a Faria Lima, encontrei um táxi e pulei dentro. Antes eu tinha perguntado se dava uns 20 reais até a Rua Funchal. "Ihhh, bem menos!" O taxista era simpático... demais. Respondi a pergunta dele se ia ter show hoje e de quem e desenbestou a contar quando ele foi para o Rock In Rio em 85. Ele me assustou. Parecia eu quando contava alguma coisa emplogada aos meus amigos. mas que inveja. Ele assistiu o show do Queen. E de todos os shows que eu fui e irei, jamais poderei ir ao do Queen, já que o Fred morreu... Ok, tem show dia 26 e 27 do Queen(com Paul Rodgers), mas não é Queen sem FREDIE! Ponto final. Cheguei em 21 minutos, deu 14,90 reais, paguei e sai em direção a fila. Fila não porque eu fui de camarote e não tem fila, eles mal revistam e você é um pseudo-vip. Bem diferente do show do Silverchair que tive que me desfazer de uma pilha de 15 reais novinha e voltar para a entrada. Ah, e me perdi da minha amiga, Dani. Ah, e quase morri na pista e foi quando eu me prometi nunca mais ir na pista. Mas promessas não precisam ser cumpridas. Quase morri na pista do show do Incubus e falei que ia ser a última vez que eu ia na pista. Só não fui na pista no show do Maroon 5 porque tinha acabado um dia antes... Tinha uma banca lá dentro com as camisetas oficiais. Uma vermelha linda com uma guitarra em um desenho estiloso preto, uma branca com a cara deles em desenho, umas outras tanto faz e uma ROSA!! escrito Maroon 5 cinco vezes. E aí eu perguntei o preço. "50 reais." "Nosssaaaa, que caro!" "Mas elas são oficiais." "Eu sei." Eu não entendo o problema dessas pessoas. Acham que porque eu disse que é caro, não vou comprar? Eu fiquei em dúvida em qual comprar e realmente achei caro, mas fazer o que, o capitalismo é selvagem. Pensei na minha linda e exclusiva do Keane que paguei 30 reais. O tecido era bem melhor. E pensei que eu tinha que voltar para casa de táxi de novo. Subi 5 kilômetros de escadas, depois que o segurança pegou a segunda tirinha do meu ingresso e quando eu estava quase chegando em Bangcoc, a moça me levou até minha cadeira no camarote 22. Que sorte a minha que era 22A. Peguei simplesmente a melhor cadeira e na frente. O camarote ainda estava vazio, a pista normal começava a encher, a pista vip não estava lotada, e se eu tivesse ido de pista vip como eu ia, e chegasse 12h, eu ia tá lá na grade. Ok, a príncipio eu ia mesmo de camarote. Mas a príncipio eu não ia sozinha. E isso me lembra a cara da mulher da bilheteria quando eu fui comprar o meu ingresso. "Só um?" Tipo, sua looser, vai sozinha! E você que nem vai, filha? Cansei de ouvir "Nossa, você vai sozinha?" Ah, não, vou deixar de ir ao show da banda que eu adoro porque ninguém vai comigooooo! Y.Y Se joga... Tecnicamente, eu não fui sozinha. Meus amigos estavam na pista. Igual no show do Incubus. Meu amigo comprou para ir domingo e eu segunda. E depois, minha amiga que ia demorou muito para chegar e nem encontrei ela lá. Então tecnicamente eu fui sozinha, mas fiz vários amigos na fila... aqueles catarinenses e... hahah Mas o povo do camarote é um povo social que não se socializa. E sei lá, fiquei meio sem graça de falar oiiquersermeumamigo. Fiquei lá esperando até as 21h15, por aí. Incrível, todo show que eu vou a banda sempre atrasa 15 minutos. Até mesmo as britânicas. Liguei para a Rebeca, depois para a Gi, depois para a minha mãe. A primeira me deu um apoio moral, a segunda não atendeu e a terceira, bom, foi a minha mãe. Os caras do palco com as lanterninhas, os caras que testam os instrumentos e outros caras feios de bermuda depois do joelhos ( Affe, quem namora um cara que usa bermuda depois dos joelhos? Parece a calça deles quando tinha 15 anos, a mãe que mora com eles, apesar de terem 34 anos, lavou ou fez barra errada) passavam e todo mundo gritava. E eu adoro quando todo mundo grita. Eu posso gritar também, mas eu não gritei porque eu não queria ficar rouca e eu tenho medo de causar quando estou sozinha. Vai que eu sou presa...? Finalmente, eles entraram e começaram com This Love, super manjado, não achei legal, era tão modinha essa música em 2004 e eu não suportava. Odeio modinhas e me irrita uma banda ser muito comum que todo mundo conhece. Me irrito só um pouco quando falam Keane? Quem?. Não posso me esnobar tanto, mas pelo menos eu posso. Eu tava meio hesitante no começo do show. O Adam desafinou aqui e ali, errou um tiquinho a letra. Parece que só eu reparei. Não deu a impressão que ele aqueceu a voz. Mas aí do nada ele começou a cantar muuuuuito bem e show ficou bem melhor. Acho que foi um pouco antes dele cair. Com certeza foi antes do James (o guitarrista) tropeçar e disfarçar, mas não tão bem tanto que eu percebi. Ei sou muito atenta aos detalhes num show, não desgrudo os olhos um minuto. Ainda bem, tive a oportunidade de ver o tombos histórico do Adam e esse todo mundo percebeu. Acho que foi em Wake Up Call, não lembro, e eu tava acompanhando o refrão e daí, de repente... Cadê o Adam? Adam? Adam?? Ele caiu de bunda no chão, hilário, eu morri de rir. E aí ele deitou e ficou cantando até terminar. Pensei comigo, ah, então foi proposital. Mas depois ele falou "I wanna explain what just happende ( ou algo assim). Did you see that? I Just feel my ass! I just fell my ass! This never happened before. Im glad it was in Sao Paulo. Lets celebrate that, yay." Eu achava ele um super metido até começar o show, um magrela sem graça, que se acha e tal. Mas ele é um fofo! AMEI. Que nem o Reynaldo Gianecchini. Eu achava ele feio até vê-lo pessoalmente. Uhh. Quase surtei quando ele disse " Does it feels like a sunday?" E todo mundo YAY. E eu achei que eles iam tocar SUNDAY MORNING, a minha preferida ( quando eu comecei a curtir levemente Maroon 5) Mas nem era. Uma das melhores partes do show, foi o começo de WON'T GO HOME WITHOUT YOU que ele fez um mini solo e arrebentou no vocal e foi lindo! E nossa, ele cantou Roxanne do The Police (gosto da versão do Moulin Rouge) E também , e ele fez uma coisas com o microfone, que MEU DEUS, eu queria ser aquele microfone.




Será que o Adam não sabe que é sexy e perigoso?




Bom, agora eu sei. Ele é sexy sim de camiseta branca, melhor do que aqueles terninhos cheio de glamour aff... E fofo e bonitinho! Super pocket. Levo para casa. Gosto muito mais da banda agora. Como Keane. Depois que os conheci, fui ao show, fiquei viciada neles e viraram minha banda preferida, ganhando do Queen e dos The Beatles e quase empatando com Spice Girls. hahahah Se elas tivessem feito show no Brasil, ganhariam sem dúvida. Bom, Maroon 5 subiu nos meus conceitos. Fica com o segundo lugar no ranking dos melhores shows que eu já fui. Silverchair nem curto mais que nem aquela histérica que eu era, depois do show e com o tempo. Incubus caiu por causa do Brandon Boyd metido e ok, porque eu quase morri. Os melhores: 1- Keane 2- Maroon 5 3- 30 seconds to Mars 4 - Silverchair 5 - Red Hot Chili Peppers/Echo and The Bunnymen 6 - Jota Quest/Apocaliptica-Megadeth Detalhes: No show do 30 Seconds To Mars eu nunca tinha ouvido falar e ouvido uma música se quer e não sabia que o vocalista era o Jared Leto ( um dos meus atores preferidos...!), Echo and the Bunnymen eu conhecia umas 2 músicas. Jota Quest eu nem gosto, mas foi bom. E Apocaliptica ( nem sei se escreve assim, mas é muito louco, muito bom, com violoncelo) abriu o show do Megadeth ( acho que é a banda de um cara que era do Metallica) também nem gosto, mas eu ganho ingresso e amo show, então, me jogo. hahah mais um detalhe. No show do Keane eu entrei na passagem de som e ops, tirei fotos. Sempre fico com depressão pós-show. Dessa vez eu não. Show é aquela expectativa pelo momento tão aguardado, anos, meses e depois minutos, segundos. E aquele adrenalina vai subindo e quando começa, você explode... E toca as músicas que você ama, que foram a trilha sonora de momentos, pensamentos, sentimentos. E quando acaba, toda a felicidade adquirida em poucas horas acaba depois também. E você só tem as memórias, fotos... E você quer que volte, que dure mais, mas não volta, acabou e acabou. Ponto Final. A vida é nada mais nada menos do que um show. Depende da gente se a banda vai ser boa, se vai ter uma boa performance, se vai levantar o público, e se quando acabar vão ter essa sensação saudosista. E podemos cair no palco, o Adam caiu de bunda, mas ele riu e contornou a situação de mico para algo hilário que sério não vou esquecer e que coloborou com quase 50% ( além dos solos) para ser um excelente show. E eles terminaram o show com a música SWEETEST GOODBYE. Nada mais conveniente. Voltei pra casa de taxi. To pobre. Comprei uma camiseta, não foi a rosa porque a máquina de cartão tava sem linha, aí comprei de como chama... vendedor ambulante... uma roxa linda. E ainda paguei 30 reais a menos. xD
Foi muito bom e não podia ser melhor se não estragava. Nem reparei que não tocou a minha preferida do cd novo, Little of your time. Sim, foi tão bom que esqueci e não reclamei. Tocaram todas que eu amo, Tangled, The Sun, etc. (Aah, foi engraçado quando apareceu a bunda dele no telão e todo mundo uhhh, mas foi super rapido, nao deu 30 segundos).
Nem pensei que quase não cheguei lá (meu pai não tava muito a fim de me levar, o ônibus demorou 1 hora (tinha uma mulher esperando há duas, tava frio e eu sem casaco, eu tava master cansada por causa do sábado he, hm, que mais? Ah, depois eu me perdi numa rua escura procurando taxi para voltar e era 11hs da noite, bem quando eu ia comprar a camiseta a maquininha nao tava passando, fui sozinha e fui no camarote e nao pude ir no Unique tirar foto com eles MAS eu não reclamei e não me importei com esses detalhes e outros stresses! Acho que esse é o problema da humanidade... nunca se contenta com nada. Quando é bom é porque não é ótimo, sempre acham um defeito em tudo.



As coisas não precisam ser perfeitas. Se elas forem o suficiente boas, você nem vai ligar para os detalhes.




Mas preste atenção nos detalhes importantes, tipo, o braço do Adam e... como ele é gostoso!

Um dia, uma vida, uma morte

Apesar de eu quase semi-morrer de choque na cerca-elétrica do meu prédio graças ao meu guarda-chuva, o final de semana foi um dos melhores.
Se a carga não fosse baixa , eu não estaria aqui.
E é sério. Imagina se fosse alta... doeu.
No caminho ao meu destino, ainda verificando se eu tava viva, porque eu achei que meu coração ia parar e eu ia perceber - lógico - pensei em quão idiota minha morte seria.
Por ser distraída e idiota! Passei o guarda-chuva por cima do portão, só que não passava, quando eu levantei a cabeça para ver o que era, levei um baque, uma sensação estranha e ruim, uma dor rápida, breve, mas tão intensa que você não esquece e quando lembrar, ela vai se repetir da mesma forma, na mesma frequência. Como todas as dores, traumas, e coisas ruins da vida se você tiver a oportunidade de se machucar e a força para recordar como se fosse uma história.
Mas caso você não tenha tanta sorte como eu, qual seria suas últimas palavras? "Au!" ?
Quais seriam seus últimos pensamentos?
O que você lembraria?
Nada?
Nada.
Se você não sabe que está morrendo, sentiria que sua vida ainda nem começou, sentiria saudades de quem ama, sentiria dor ou alívio? Saberia o sentido da vida?
Claro que não!
Mas deixa eu te contar uma coisa que ninguém ou quase ninguém sabe:
Nós morremos todos os dias.

Por isso temos que lembrar, aprender, errar, rir, gritar, sentir todo dia.
Se você morresse agora, ficaria satisfeito com a sua vida? Teria orgulho?

Quando eu pensei nisso, na verdade eu pensei no dia, o dia mal tinha começado, era de manhã, e eu ainda não tinha feito todas as coisas que eu precisava fazer. Eu ainda tinha que estudar, me arrumar, sair com meus amigos e no dia seguinte eu tinha o show do Maroon 5. e pensar que eu disperdiçaria 150 reais...

Eu me bloquiei a pensar somente no dia. Sempre penso a longo prazo, na vida inteira... Penso todos os dias nas coisas que não fiz, que quero fazer e me sinto minúscula e fraca perante o tempo.
Então pense no dia, no presente, como se você fosse morrer a meia-noite ou não soubesse o horário. Pense se aquele dia te agradou, se ficaria bem se fosse o último.
Porque a vida é como o dia, o sol nasce e morre, mas nós sempre esperamos pelo dia seguinte, tão vulnerável..., inexistente, perecível.
Vivemos da ilusão do tempo, fazemos planos para o futuro, garantimos o amanhã, mas nem sabemos se vamos conseguir ver a alvorada... ou o crepúsculo.
Mas o pior, não é perder o dia.
O pior são as pessoas que acham que curtem a vida, mas fazem coisas efêmeras, inúteis, fúteis, improdutivas. Ilusão de estar vivendo a vida. De dar dó, nunca vão alcançar a plenitude.

Acho que depois que eu quase perdi meu dia, entendi realmente, senti na alma o que quer dizer a expressão pessimista "Carpe Diem".

22 de out de 2008

Quebrada Jornaleira Herykah Perossa

Descobri uma coisa legal hoje.

Meu tio avô virou nome de escola.
Pública, mas virou.

EMEI Agostinho Perazza

O irmão dele, meu avô, Júlio, tem um auditório com seu nome também.




E eu?
Continuarei com a marca do sobrenome da família?
Só quero ter um texto, um livro "por Érica Perazza".
Nem restaurante, nem cheques, nem filmes, nem teatro.
Uma marca, um rastro, uma trilha deixados por mim.

Esqueçam-se de mim, lembrem o que fiz, não quem fui.

Hum. Mas vou virar nome de rua, no minímo ou no máximo.

Rua Jornalista Érica Perazza.

Como acontece com jornalistas...

Agora aquele FDP do Roberto Marinho, pode ser uma avenida. ¬¬'
(Tenho um professor que disse que não passa nesta encruzilhada, perto, acho, da rua do Luis Eduardo Magalhaes. Segundo ele, é lá que o demo mora)

Tem o Morro do Maluf e outros logradouros só de gente fina.
Sabe onde fica a Rua Guimarães Rosa? Machado de Assis?
Bom, pelo menos conhecemos o GIG, o Aeroporto de Tom Jobim, mas é no Rio...

O mundo é injusto, mas me contento em meu nome ficar numa alameda do que na lama, numa embalagem de shampoo aguado ou numa lápide.

20 de out de 2008

Fulanos

- Hnf. Por que todo cara que eu acho bonito é gay?!
- Estamos numa balada GLS, Érica. - Sylvia respondeu sendo que não era bem uma pergunta.
- Mesmo assim! - exclamei, dando as costas aos homens presentes. Continuei bebendo minha Coca, com pensamentos que tendiam entre capitalismo e comunismo até heterossexualismo e homossexualismo. O casal lésbico do meu lado parecia não se incomodar que os machos de nossa espécie estavam entrando em extinção. Pelo menos era o que a cara delas - e aqui eu me limito em descrevê-las - demonstrava.
"Break The Ice" terminou bem ao meu último gole de refrigerante. Estava quente e eu ainda com sede, mas cogitei as calorias e a osteoporose futuras e então, pedi uma água. Sylvia quis ir para a pista de baixo e lá fomos nós. Foi uma jornada incessante atravessar todas aquela agitação saltitante, aqueles beijos espaçosos e aquelas mãos heteros que puxavam as minhas em vão.
Minhas outras amigas, Camila e fulanas, prefiriram ficar em casa, decompondo na internet do que sair comigo. Não sei por que eu preferia pensar que era por minha causa, por eu ser chata e desagradável e não na verdade verdadeira: medo de serem abordadas por lésbicas e medo de não serem abordadas por homens.
Ou seja, racismo.
Mas eu não posso julgá-las uma vez que tenho pré-conceitos também.
Acho que ficar fula da vida que de sábado só tem hetero e achar só os gays bonitos é preconceito da mesma forma.
Ah, não, isso é carma.
Droga.

E droga, vou ficar cheirando a cigarro novamente por três dias.
Eu não sei por que eu insisto neste mundo da 'night'. Não vale a pena moral e financeiramente. Ainda as consequências a saúde podem ser catástroficas.
E a atmosfera está pesada. Me sinto isolada e culpada por eu levar heteros hoje numa balada GLS e atrair heteros. Os gays me olham de soslaio com desdém. Sinto me distante de uma sociedade que me acolheu por eu ser tão marginalizada quanto eles. Mesmo que por motivos completamente diferentes.
Agora eles me enxergam com uma garota comum, igual.
Afastam-se de mim como se eu tivesse uma virose. Como Camila e fulanos fazem por motivos que se completam, por serem opostos e semellhantes.



Todos os meu mundos parecem fechados para visitação.

15 de out de 2008

Sub Species Aeternitatis

Ontem, depois da minha overdose de Schopenhauer, fiquei pensando sobre a morte.
Não de uma forma profunda como eu pretendia. Meus pensamentos só surfaram na superfície da minha mente e tenho certeza que mal tocaram na minha alma.
E, talvez, eu saiba por que.
É uma tema que todos temem e todos sabem. Todos sabem que um dia ou outro vai acontecer.
O que a gente não sabe é viver.
Passamos a vida toda procurando os patéticos caminhos da felicidade.
Queremos olhar para trás e dizer "valeu a pena".
Nos arrependemos, sempre cogitamos estúpidas milhares de vezes os 'se'.
"Isso não aconteceria. A vida era bem linear e irreversível."


Schopenhauer vê diferente. Ele diz que viver é sofrer, que a morte é um alívio.
Eu concordo com ele.
"Somos todos condenados a um sofrimento do qual podemos escapar."

E tenho outras opiniões e enquanto eu pensava nelas, trombei com a Gi no Msn.
Não lembro como o assunto começou quando comentou que havia feito uma lista de coisas para ela fazer antes de morrer.

E eu sempre tive essas listinhas de coisas que quero fazer na vida ( e nunca antes de morrer). E já cumpri quase tudo.
Já comprei aquelas bolachas importadas, já bebi tequila, já fui numa festa a fantasia, já conheci meus ídolos, ter um (!) amigo gay, ir numa balada GLS ( ¬¬'), viajar o mundo inteiro, ter uma banda, aprender italiano, alemão, francês, russo, mandarim, grego; ir ao um show, comprar persentes de Natal para minha família, ser rica, comprar maquiagem da MAC, ler milhões de livros e escrever os meus, entre outras coisas pessoas, mais futeis ou menos fúteis.

Ainda não pulei de pára-quedas nem andei de balão,
mas já fiz coisas que sempre quis fazer. Assistir filmes cults e ler livros cults. Já assisti vários e sei das filosofias das grandes mentes como Sócrates, Platão, Kant, Marx, Freud, Jung, Goethe, Schopenhauer, principalmente Nietzche e Dostoiéviski ( além de ler, escrever o nome dele também tava na lista). e etc! Eu queria ser alguém mais que inteligente, erudita, culta. Estou quase lá, sou uma pseudo-intelectual. Hahaha!
É, é isso que eu sempre quis, a sabedoria surprema. A única coisa imortal e que posso levar para qualquer lugar, qualquer momento junto comigo.

"O conhecimento é limitado, só a estupidez é ilimitada"

E disso concluo: Eu não vivo a vida, eu me preparo para a morte.
A minha morte que dá sentido a minha vida.
E agora eu percebo que o resto é material e portanto, descartável. São apenas desejos, que são coisas que é possível viver sem e me desprendi. (Nem tanto, não sou foda como os budistas)

Eu eu pensei, o que não posso deixar de fazer antes de morrer?
Realmente, algo sério, não sutil e fútil.

Então, fiz perguntei a minha amiga (doida) para conseguir perguntar a mim mesma.
E eu disse que só valia uma coisa.

E ela me respondeu "Sexo com um grande amor"

Eu pensava em Londres enquanto isso. Mas percebi que é um desejo meu assim como isso é um desejo dela. Respondi que "eu consigo controlar meus impulsos sexuais".

Eu queria é controlar a velocidade e intensidade dos meus pensamentos.
Colocar na lista: meditação.

(Mas já consigo conviver com 23451 pensamentos ativados ao mesmo tempo.0

E nós podemos viver sem desejos e sonhos. Isso é só o que nos incentiva a viver, a continuar caminhando pela estrada com destino a morte. (desejo não desejar...)
E num pensamento rápido, vi que eu não poderia jamais morrer sem completar uma necessidade.
Era, é e será uma coisa que eu TENHO que fazer antes de morrer.
Uma coisa que dignifica, significa, glorifica e fica não a minha vida, mas a minha existência como ser. Que marca a Érica. Que me faz viver e sobreviver, que me faz ser...
O sentido de tudo para mim desde o começo.











Publicar um livro.





Mostrar ao mundo tudo o que eu escrevi até agora. Porque o que eu escrevi é a minha vida.

Neste momento a frase de Schopenhauer se encaixa para mim "Consigo suportar a idéia de que horas depois que eu morrer, os vermes comerão meu corpo, mas estremeço ao imaginar professores criticando minha obra"



A morte é desconhecida e temida.
Não é o avesso da vida, mas uma parte dela.
Eu teria medo de nascer. Nascer sem saber respirar, acertar, andar, sonhar, desejar, falar, perdoar, ler, escrever, amar...

Na morte, não temos que aprender a morrer, não vamos errar.
É simples.
A vida é cheia de erros, de dor, de dúvidas, de decepções. ( de alegrias também, mas whatever haha)

quando morremos, levamos nosso conhecimento e amadurecimento, e mais nada, tudo e tdos que amamos, ficarão, então, isso faz ela ser melhor, ela faz nós sermos melhor quando nos pega.
A morte é só a morte, não é complicada como a vida.

a única contradição... :
E falamos do fim que alguém querido teve, falamos da morte dele? ou falamos da vida?
"E ele era um bom homem"
e falamos das conquistas, falamos da vida...







[ O título do latim : sob a perspectiva da eternidade.

É mais fácil ver a vida da morte, tudo parece pequeno e inútil, é bom para olhar o que deve ser visto. ]






Como na obra Shakespeare em Hamlet (ou Rei Lear, não sei agora) ele terminou escrevendo simplesmente:



" E ele morreu."

10 de out de 2008

A vida é uma situação temporária que possui uma solução permanente.



Uma frase que li hoje, puro Schopenhauer.

23 de set de 2008

Spechless

E eu falei que o show da Madonna e do Maroon 5 tavam caros para nossos padrões subdesenvolvidos.

Aha. Estou sem palavras. É tão... sei lá.

!!!!!

Queixo caído, olhos arregalados, fúria ardendo no peito, absurdo, absurdo, absurdo pairando no ar, dúvidas e incertezas daonde vamos chegar... se vamos...




Show Michael Bublè
Data: 18 e 19 de novembro
Horário: 21h30

Setor Preço (R$)

Platéia VIP - 1000
Platéia 1 - 900
Platéia 2 - 800
Platéia 3 - 500
Platéia Lateral * - 350
Mezanino Central - 700
Mezanino Lateral - 500
Camarote - 900
* Esgotado para o dia 18
Classificação: Livre


---------------------------------------------------------------------------

20 de set de 2008

~ Mãe ~



Minha mãe tá me expulsando de casa...
minha própria mãe!
Ela disse que eu to muito bonita hoje pra ficar em casa.
¬¬'

Hm, ela tá precisando ir ao oculista,
se bem que acho que o caso é mais sério.
Melhor seria um psiquiatra.


Duh.

Será que depois desses 20 anos, ela ainda não sabe que eu gosto de ficar sábado até de madrugada... lendo livro?

Meu, "Breaking Dawn" tem 800 páginas e eu não posso mais viver ser o Edward Cullen.

*-*

Ok, eu não fico só lendo. Meus sábados são muito produtivos.

E outra, agora que eu voltei a ser nerd, a idéia de balada e cigarro pra mim não compensa. Eu vou ficar pensando em óptica olhando aqueles luzes em refração, em quimíca misturando tequila, fumaça, e afins.

Biologia ( hipófise, glândulas sudoríparas, xixi, mutação genética)
e português (Genti, qual é u probrema?)

Geografia ( Onde fica o banheiro?)
História ( Juro, é a última vez que eu vou ficar bêbado, Éri!)
Matemática ( 91 reais? Minha comanda tá errada!)

Hm. Viu ? É muito mais nerd eu ir pra balada.
Mãe não entende nada.

16 de set de 2008

"Sua existência era uma desculpa suficiente para a justificativa da criação do mundo inteiro."

Mais fofo do que Gollum, mais romântico do que Romeu, mais sexy do que Sawyer, mais nobre do que Príncipe William.


Edward Cullen. *-*

"(...) o lindo, o divino."



~> Vocês TÊM que ler esse livro!








s2
s2
s2
s2
s2
Assinale a alternativa correta:

a) " Tenha sonhos felizes. Você é a única que já tocou meu coração. Ele será sempre seu. Durma, meu único amor".


b) "Eu amo você. Eu te quero. Agora mesmo".


c) "Eu pensei que já havia explicado isso claramente antes. Eu não posso existir num mundo onde você não exista"


d)" Se eu pudesse sonhar, seria com você. Não me envergonharia disso."


e) "Você realmente tem alguma idéia do quanto é importante pra mim? Algum conceito do quanto eu te amo?" Ele me segurou com mais força contra o peito, colocando a minha cabeça embaixo do queixo dele.Eu pressionei meus lábios no pescoço frio como neve dele."Eu sei o quanto eu amo você", eu respondi. E ele disse: "Você está comparando uma pequena árvore a uma floresta inteira."


by Edward Cullen *-*

12 de set de 2008

Welcome to my pathetic romantic impossible to heal world

As inscrições para o Clube "Mundo Pateticamente Romântico e Incurável" começam nessa segunda-feira (15), a partir das 13 horas.



Preencham a ficha abaixo, leve uma foto recente 3x4 e
façam suas carteirinhas na tesouraria.



Taxa de inscrição: um pedaço de seu coração e um de sua alma.




Atenção, verifique as características obrigatórias no Regulamento para ser um membro.
Se nenhuma característica se encaixar, a inscrição será anulada sem direito a revisão e devolução da taxa.
***
Ficha de Inscrição
Nome Completo:
Data de Nascimento:
Endereço:
E-mail:
Telefone para contato:
Livro preferido:
Filme:
Personagem:
Frase:
Poema:
Música:
Par Perfeito:
Acredita em alma gêmea: Sim ___ Não ___ Sim, mas acredito que não precisa ser o meu marido ___
Em príncipe encantado: Sim ___ Não ___ Sim, se a coroa servir ___
***
Finalizar
Voltar à página inicial
Clique aqui para visualizar o regulamento

11 de set de 2008

BBC de Londres


This is Erica Perazza speaking live from London.
The weather is still cold, and will rain until dawn,
but nothing matters to the fans of Paul McCartney, Keane, Coldplay, Madonna, Eric Clapton and much more celebrities that will play here tonight at the Arena O.
All that matters is when their performances will finally start.
How you can see, Jacob, the line is very long here and it does not vanish with the joy of the public. They are very, very anxious about it. I am a lot too.




- All right, Erica, thank you. Enjoy the show, honey.
And after the break: Queen Elizabeth decides to take a bath on her Royal Toilet at Buckingham Palace. We will be right back with any further details.


300

O Show da Madonna custa 300 reais a meia ( pista vip ou camarote). Carissímo.
Não é para julgar quem vai no show - eu adoro as músicas da Madonna e eu vou ao show ( se minha mãe for e pagar para mim).
Mas... é...
Um absurdo num país subdesenvolvido e miserável como o Brasil, onde alma marginalizadas ganham 410 reais de salário minímo - eu acho - e muitos milhares recebem bem menos do que isso.
Alguns desses vão produzir as migalhas de seu pão nessa noite. Honestamente, talvez, limpando a sujeira porca que os fãs vão deixar após o show.
Desosnestamente, roubando um relógio, se prostituindo na esquina.
Eu não faço idéia quantos ingressos foram vendidos. Mas dá para imaginar que a Madonna vai fazer uma mini mega fortuna em cada show aqui em São Paulo ( fora o do Rio e outros países).
Pode ser que, se eu fosse ela, fodona, eu cobraria mais caro ainda.
Mas espera um segundo.
Cadê a consciência dos brasileiros nessa? A questão não é Ela, o Show, o Preço.
A questão é sempre a mesma.
Se colocassem 11 mil reais o ingresso, a gente ia pagar. Sabe por que? Porque somos totalmente acomodados, aceitamos qualquer merda que colocarem por aí, a venda ou de graça.
Ué, não estão ótimas as condições dos hospitais e dos transportes?
Ué, porque se não tivesse, íamos nos rebelar como todo o nosso direito e aliás, dever.
Temos o dever de reclamar.
Pelos impostos, pela nossa sobrevivência, pelas gerações futuras.
Mas pelo jeito parece que está tudo excelente.
Não tem ninguém dormindo na rua na noite fria, não tem ninguém morrendo de fome, não tem ninguém sendo estuprado neste exato segundo, não são drogas que estão sendo vendidas ali não, são livros.
Não é hipocrisia, é burrice mesmo.
Como gastar 300 reais num ingresso de uma capitalista que está se fudendo para você, cagando na sua boca se der,
se nem sua vida vale meros 300 conto?

10 de set de 2008

O 11º homem





Sábado eu fiquei mais do que duas horas na Fnac olhando livros... sim, olhando quais serão os próximos que eu vou ler.
Eu também fiquei oscilando em comprar 'New Moon', pocket books do Sidney Sheldon, etc, etc. Mas de todos aqueles milhares de livros, um que me chamou foi "Dez Homens" ( Alexandra Gray - R$36,90 - Fnac.com.br). O assunto se resume a uma frase atrás do livro: Quantos homens a mulher tem que conhecer antes do cara perfeito ou algo assim.
E na história a mulher conhece dez homens, entre eles um virgem, um bilionário, um ator, um intelectual.

Eu fiquei pensando nesse livro...
E criei minhas próprias teorias.

Tá, mas espera, se ela tem que conhecer 10 homens antes, cadê o 11º? Ele é quem? O quê? Por quê? Como? Onde? Eles vão ficar juntos? Ele é bonito? Rico? Lorde? Perfeitamente imperfeito?

Ou é para escolher entre os 10 homens?
E se você não souber ? Se você achar que é o 7º, mas na verdade era para ser o 3º?
E quando você perceber, é tarde demais, ele é casado já, virou gay ou morreu de cirrose quando você terminou com ele?

Por isso que é bom ter 10 candidatos muito bons e que você casaria com qualquer um sem se arrepender porque fazem o estilo de comportados, fiéis, fofos, etc. (não necessariamente nesta ordem):














1º Colin Firth
2º Tim Rice Oxley
3º Robert Pattison
4º Tom Chaplin
5º Christiano Ronaldo
6º Jude Law
7º Henry Cavill
8º Luke Mcfarlane
9º Mateus Verdelho
10º Ian Somerhalder

Mas eu ficaria com o 11º.
o______O





















"(...) Nessa busca de uma mulher ingênua e romântica pelo amor perfeito, conhecemos dez homens extraordinariamente diferentes, que afetarão de algum modo a vida de nossa heroína. (...)
Ela percebe que nenhum desses homens a fez se sentir completa. E compreende que, em sua busca por Ele, a primeira pessoa que deve aprender a amar é ela mesma."

*contra capa do livro

**Lista atualizada em 13/10/09






4 de set de 2008

Despedida

Havia chegado a hora. Ela não podia mais protelar.
Suas mãos tremiam, seus ossos tremiam dentro de seu corpo. Seus pensamentos tremiam. Ela, então, de um fôlego só, abriu a boca para movimentar seu destino.
A resposta alheia de sua decisão foi de uma surpresa triste. Era um pedaço de seu sentimento refletindo nos outros ao seu redor. Mas não tinha volta, estava decidido. Na verdade, pôs ela a se pensar, não era bem uma decisão. Era uma escolha. E como todas as outras suas escolhas, era uma escolha errada - disso ela estava convicta. Mas até agora ela não havia tido grandes problemas e arrependimentos com suas escolhas. Ela sentia que era estranho e sentia também junto a isso tudo e mais um pouco que suas escolhas totalmente erradas, tolas, absurdas estavam levando ela ao caminho certo.
Ela não podia mais prolongar as conversas, tinha que ir embora. Tinha que antes de ir embora, fazer a coisa mais dolorosa de um momento de partida: desperdir-se de quem gostava. Essa parte com certeza era a mais difícil, uma vez que ela se apegava muito aos outros. Ir embora era fácil, ela fazia isso com frequência quando fugia para o seu mundo e ficava séculos divertindo com sua solidão. Estava realmente acostumada a isso e não doía nem um pouco.
O que a machucava - e ela ainda tinha outras cicatrizes de outras partidas - era terminar um abraço, desviar o olhar sem não poder mais olhar de volta.
Tinha sempre que ter essa vida nômade até finalmente se encontrar. A cada lugar que deixava, deixava junto um pedaço seu. Temia não chegar a tempo onde deveria estar ou pior: assim que chegasse temia que houvesse muito espaço vago dentro dela preenchido com vazios insustentáveis. Temia não ter mais nada dela quando ela se encontrasse com ela mesma.

Minutos eternos e curtos se passaram. Todos a fitaram como se ela estivessem morrendo aos poucos e dolorosamente, mas uma dor muda e surda. Disse a todos que ainda se veriam. Ela mentiu e eles sabiam disso. Eles mentiram também ao concordar. Ela sabia também que eles haviam mentido.
E mentiras por mentiras, ilusões por ilusões, mais uma vez ela trocou de realidade.
Ela se virou pelo última vez, abriu a porta pela última vez, desceu aquela longa escada pela última vez, mas não olhou para trás pela última vez.
O som de seu suspiro se misturou ao vento, e novamente ela se junto a paisagem comum, imperceptível como todas as vezes.

31 de ago de 2008

Os Caras Mais Pegáveis

Os intelectuais merecem um descanso. Nada de Schopenhauer, Niezstche, Dostô, nada nerd, cult, intelectual, nada profundo... quer dizer, depende do ponto de vista.


Coluna Fúteis e Úteis* Por E. P. P.

Simplesmente sexy e arrebatadores. Aqui não precisa ser um deus grego, um príncipe encantado, ter uma beleza perfeita, ser divinamente simpático nem ser certinho, arrumadinho, bonitinho, fofinho.
Caras meigos que te entendem e te completam, que te amam, que te aceitam como é, românticos incuráveis, íncriveis, perfeitos? Não! Aff! Bad boys, gostosos, charmosos e irresístiveis. Hmmm!
Eles são do tipo de lançar um olhar - ou muito menos que isso - e deixar qualquer santinha louca, venenosa, suando frio.
Eles são, para outras mulheres, a escapadinha da dieta para aquele delicioso Brownie, aquela pizza...
Para mim,

Eles são os caras mais pegáveis casualmente.




Reynaldo Gianecchini
Para começar e terminar com o único brasileiro. Ele não é aquelas coisas, mas ao vivo - sim, eu já vi ele - e só Eu vi aha ha! - no aeroporto com um cara. Hnf.


Fredrik Ljungberg Você diria que é um modelo, um cara gato ou um jogador de futebol? Fique com as duas últimas e aprenda a falar sueco.





Fabio Cannavaro



Além de muitas vezes eleito como um dos melhores jogadores de futebol do mundo, Cannavaro também foi eleito o mais sexy. Pena que ele é casado.



Manuele Blasi Mais um italiano e um dos meus preferidos. Apesar de ter nome de mulher, Munuele é molto macho, va bene? Essa foto é da Campanha que a seleção da Itália fez em 2006 para a D&G underwear. De morrer.



Jensen Ackles No papel de Dean, ele é sobrenatural, sexy e engraçado. Irresístivel.




Josh Holloway Se você um dia se perder numa ilha deserta, leve Sawyer de Lost. Vai ter muito o que fazer.




Chris Evans Do filme O Quarteto Fantástico, ele é muito mais que fantástico... Chame o em caso de incêndio.




Johnny Depp
Um que não pode ficar de fora. Sinistro, sombrio... quem não quer descobrir os mistérios dele?



Justin Timberlake

Um dia ele já foi bem feinho um dia e usava umas roupas que fala sério... Junto a sua músicas agora bem longe de pops e fofas, ele decidiu ser sexy. Bela decisão.






Orlando Bloom Até parece que o famoso 'Legolas' de O Senhor dos Anéis tem essa cara de santinho mesmo.



Jude Law





Ele é inglês e isso já é o bastante. Tudo bem que ele traiu a mulher dele com a babá dos filhos. E os filhos da ex. E ele traiu a ex ex com a ex.


Mas quem liga?



Channing Tatum


Dizem que ele é gay, dizem que ele é bi... mas namora uma tal de Jenna. Eu digo que ele é bom.




Estão vivas ainda?

Ah, tá... tudo bem, eu paro por aqui então.
Fracotes.
xD



































































































































29 de ago de 2008

Livros

Eu tô com medo de mim.
Não pelo fato de definitivamente eu estar enlouquecendo ( mais - se ainda é possível), mas essa semana eu li 4 livros ( além dos que eu escrevo) - e isso que tecnicamente a semana ainda não acabou, falta sábado.
Terça, eu li um livro de 275 ou mais páginas em menos de seis horas, hoje li um inteiro também em aproximadamente 7 horas - não corridas - de exatamente 300 páginas.
Acho que o pior é eu estar me indentificando com os personagens como Raskalnikóv de Crime e Castigo do Dostoieviski, por causa da batalha entre ele e sua mente em contraste com seu eu físico - pelo menos é o que eu estou entendendo da história - que é um aprofudamente psicológico bem interessante. Ele pensa como eu, tem conceitos, teorias parecidos - ok, tirando que eu não matei duas velhinhas inocentes com machadadas no pescoço.
E não pretendo praticar nenhum ato fictício na realidade.
Apesar dela - a realidade - estar se mostrando muito parecida com os livros de uma maneira impressionante que é melhor eu guardar só para mim, senão realmente vou ser dada como louca e não vou mais conseguir um emprego de correspondente na BBC de Londres.
Não sei se isto me afasta do mundo real, sabe, eu estar absorta nos meus pensamentos e concentrada. No máximo, eu pareço uma esquistona, nerd, anti-social, que sempre está com um livro diferente por dia, de um tema diverso que vai de ficções, comédias, psicanálise e conceitos socialistas. Aliás, se todo mundo lesse A Ilha - um livro reportagem de Fernando Moarais - não ia ficar julgando tanto o Fidel. Ele pode ser considerado por milhares como ditador, mas ninguém foi capaz de fazer o que ele fez. E ninguém mais fará, já que é muito melhor ficar em frente do notebook, sentada na cama, comendo pizza de catupiry com H2OH, do que ter que se esconder no mato de madrugada dos soldados do governo enquanto você conspira a favor de uma revolução.
Ok, talvez pareça ser intelectual ler sobre o socialismo, utopias, a dinastia Turdor (aliás, a Ana Bolena é uma vaca), psicanálise e tal, mas comprar 12 livros pela internet é totalmente fútil, consumista e capitalista.
E droga, eu nunca vou ser uma pessoa erudita. Por mais que eu leia Nietszche e discuta Platão (comigo mesma, afinal, ninguém liga para ele, coitado) e goste de música clássica e não leia best-sellers estilo O Caçador de Pipas ( pode ser excelente, mas virou modinha). E me irrita sair por aí, com o mesmo livro que alguém. Prefiro viver no meu mundo sozinha mesmo.
E ficar discutindo com a minha alma e a minha mente, qual a melhor teoria para mim
( Uma vez que eu desisti de seguir as minhas próprias já que elas são falidas e inexsistentes):

A de Platão, que devemos economizar felicidades. Deixar de ir a balada sexta a noite, para ficar estudando e no futuro ter uma alegria melhor que é passar na prova e ainda ter tempo para poder ir na balada. O que para mim é só prolongar alegrias instântaneas. Aliás, ele fala disso, que a felicidade é perecível, sabe, efêmera... tudo vai acabar mesmo. Isso inclui o meu Milk-Shake de Menta da Parmalat. Então, se vai terminar mesmo, toma tudo logo, o que são mais umas mil e quinhentas calorias? E isso inclui outra parada... Devíamos arriscar mais, afinal, o que temos de tãooo precioso a perder? Nada. E isso é podre ou o glorioso, não temos nada a perder. Talvez se não arriscarmos, vamos só perder mais uma vez uma boa oportunidade. Henrique Turdor quase pôs a perder todo o seu reino, honra, ouro é afins por um ideal teológico. Você acha que ele perdeu algum diamante da coroa?

A de Schopenhauer, que somos movidos totalmente pelos nossos desejos e sejam eles bons ou ruins, sempre ficamos justificando os através da razão. Não concordo muito. Eu sou movida 100% pela minha racionalidade. Tudo bem que ela é meio, digamos, precária. Mas se alguma vez eu tive uma atitude movida por desejo, com certeza foi tomar sorvete Häagen Dazs ou gastar 60 reais no América, ou comprar uma sombra nova na MAC.

Ou a De Freud: que na verdade, não conhecemos os nossos verdadeiros desejos, eles estão obscuros na alma, e graças a Deus não sabemos ler no nosso subconsciente. E acho que essa se aplica ao meu caso. Não que eu comer em excesso signifique que estou inconscientemente preenchendo um vazio. Eu estou consciente que preencho um vazio no meu estômago, antes que ele fure por causa do Ph ácido do suco gástrico. Mas acho que temos medo de nossos desejos e temos medo porque não acreditamos piamente neles e temos medo de que não aconteçam. Ou que aconteçam e daí não saberemos como lidar e aí, quando tivermos o que queremos finalmente, a vida perde toda graça. Deve ser chato e monótono ser sempre feliz e satisfeito. Como na Dinamarca ou Noruega onde a qualidade de vida é a melhor do mundo, não tem desemprego, favela, miséria, fome, violência e nem nada de ruim e subdesenvolvido, mas a maior taxa de suícidio é de lá. Deve ser porque não tem também Warner Channel e porque eu estou meio longe deles.


Conclusão?
Bom, no minímo, acho que eu deveria ser bem menos fundamentalista e ser mais hedonista. ( Um a zero para Schopenhauer!)
Talvez para mim, meus fundamentos sejam o meu prazer. Talvez não.
Acho ainda que eu devia dar um tempo dos meus personagens, minhas histórias e meus livros ecomeçar a escrever com suspiros, risos, lágrimas, exclamações, reticiências a minha história.





Depois que eu terminar de ler O Diário da Princesa 9.

27 de ago de 2008

20 anos e meio



Hoje eu estou fazendo vinte anos e meio.




Hoje eu aprendi que a hipófise - uma glândula que fica na base do cérebro - produz um tal de FSH e LH sei lá o quê, cuja função é destinada na ação dos testículos. Isso me explica muita coisa. Agora entendo porque os homens pensam na altura abaixo do abdômen.


Que cretino é uma pessoa que tem retardo mental, fisíco e sexual.


E muita coisa sobre Cuba, capitalismo e socialismo no livro-reportagem que eu to lendo - A Ilha.


a URSS, por exemplo, doava 800 milhões de dólares para a economia de Cuba. Imagina quantos livros, blushs, roupas, cds, ipods e quantas casas, comida e afins dava pra ter...


Dava para comprar uma Maserati GT conversível...

E isso não se compara a tudo o que eu aprendi nesses vinte anos e seis meses.
É muito coisa, útil e fútil e ainda no mesmo dilema de sempre. Aquele "I'm Not a Girl Not Yet a Woman" Britney-Spears-thing, honey.
Um total disparate. Seja lá o que for disparate.
Eu me canso dos meus amigos, eu me canso de mim, eu canso da textura do meu cabelo, e do corte e da cor, e me canso dos meus pensamentos eruditos, minha vontades capitalistas, meus sonhos surreais.
Isso tudo porque eu faço muito de tudo.

Ou eu leio uma média de 4 livros por semana - sendo que eu li um ontem inteiro de cerca de 275 páginas e já li mais metade de um outro, e sim, eu leio de 5 a 6 livros ao mesmo tempo, além de revistas, estudos e escrever minhas coisas - e sou uma completa nerd ou eu sou da night e vou para a balada quinta, sexta e sábado - domingo talvez. Ou eu me visto - segundo alguns - como uma menininha de 14 anos - ou estilosa bem Audrey Hepburn ( ah, tá bom...).


Ou eu sou uma puritana ou eu sou uma safada que quer fazer um menagè a trois com o Jude Law + Justin Timberlake (Hmm). Ou rosa ou roxo.


Ou Londres ou qualquer lugar da Itália que tenha italianos bellíssimos!

Acontece que faltam 6 meses para eu fazer 21. E 21 já é adulto, velho, sem graça.
e ainda penso para que estudar, trabalhar e expandir meu intelecto se eu posso casar com um italiano molto belo e rico?
Aliás, eu mudei de idéia. Não vou mais casar com inglês.
Há uma grande probabilidade de eu encontar só aqueles que têm rosácea, pele mais albina que a minha, cabelo cor de palha e dentes amarelos - quando tiverem dentes.
Agora os italianos... ui.

No máximo eu encontro do tipo velho e narigudo...




e hm, barrigudo...




mas o filho dele talvez não seja.




Pode ter certeza que é bem melhor que os brasileiros que são ou


a) fedidos, safados, nojentos, fanáticos por futebol e bebem cerveja ( que também fede)


b) pobres


c) feios


d) bonitos, mas gostam de forró, fumam e não sabem falar português direito


e) gays




Os gays são cheirosos, bonitos, bem arrumados, inteligentes, etc etc etc... bla bla bla


mas são gays, PORRA!




Agora, os italianos...




É, com os italianos eu posso acabar com o meu dilema e eles podem tornaros meus 20 anos e meio um pouquinho mais interessante...








capisce?









- Belli ragazzi, vero!














16 de ago de 2008

Dúvidas

Festa, balada, pizza, pub, cinema, escrever livro, ler livro, ficar em casa, estudar fisíca... Fisíca!?


Vestido, saia, calça, hetero, gls, Pacha, Bubu, The Week, Lótus, Republic, London Station, Rodízio, a la carte, comédia, drama, suspense...

Um, dois,amigos, família, Londres, faculdade, metrô, carro, notebook, mp3, livros, livros, livros, cds, libras, contas.

Rosa, roxo, preto, branco, tênis, e pé, perfume, banho, Zara, Dior, Zoomp, colar, pulseira, rímel, blush.

Insegurança, certeza, fome, fome, fome, gorda, gorda, gorda.

Celular, mensagem, texto, falo, escrevo, grito, rio, silencio-me.

Melhor dúvidas angustiantes do que escolhas erradas.

13 de ago de 2008

O Assédio da Imprensa

O Assédio da Imprensa por Érica Perazza para Revista Pandora *

Quem não se arrepia e sente borboletas no estômago quando vê alguém famoso e querido? Para conseguir um autógrafo, uma foto, uma abraço ou pelo menos um sorriso é um sacrifício, seja pela dificuldade de acesso a pessoas VIPs ou pela multidão na fila, apertando, empurrando, tropeçando. Afinal, é raro quando podemos ter a chance de conhecer e assistir ao vivo atores e cantores de sucesso, principalmente internacionais. Talvez seja por isso que as pessoas, perante uma celebridade, sempre se comportam com euforia e assédio. E não são só fãs enlouquecidos e histéricos que deixam as estrelas desconfortáveis, mas também a imprensa. No dia 18 de outubro, Gael Garcia Bernal, ator mexicano, em uma visita ao Brasil, foi surpreendido pela mídia na 31ª Mostra Internacional de Cinema. O protagonista de "Diários de Motocicleta", veio a São Paulo para divulgar o longa "El Passado", protagonizado por ele e dirigido por Hector Babenco e para apresentar o longa "Déficit", no qual ele estréia como produtor e diretor. Ao chegar para a cerimônia de abertura da Mostra, aconteceu tumulto e Gael quase foi derrubado na rampa de acesso ao auditório por alguns jornalistas. Ele exigiu da organização do evento, ficar numa área privativa, longe do assédio da mídia e do público. Mesmo assim, repórteres e fotógrafos conseguiram entrar na área vip. Pedidos de autógrafos e fotos foram atendidos, porém, o ator cansado do assédio, resolveu deixar a festa.
Algumas celebridades se incomodam com o assédio, outras simplesmente estão acostumadas e outras se surpreendem. É o caso da banda inglesa, Keane, composta somente por bateria, piano e vocal. Em abril deste ano aconteceram 3 performances do grupo: duas em São Paulo e uma no Rio. Com um público pequeno, mas que soava grande, os fãs deram um show na banda. "Parecia que tinha umas 10 mil pessoas gritando e acho que não tinha nem 3 mil. O vocalista, Tom Chaplin até parou, totalmente estupefato, quando ia entrando no palco e ouvindo tudo aquilo", disse uma fã. Durante a turnê do segundo álbum da banda, Under The Iron Sea, eles confessaram estar muitos surpresos com essa vibe diferente do povo latino, em especial o Brasil. Ainda, disseram que vão voltar muito em breve e repetir a dose. O público brasileiro mais uma vez mostrou-se extremamente receptivo até com bandas não muito conhecidas.
E quanto a imprensa, ela às vezes não dá boas vindas. Em 31 de agosto, durante um passeio em Paris, a princesa da Inglaterra, a Lady Di, sofreu um acidente de carro fatal devido a perseguição de fotógrafos que a todo custo queriam imagens dela com seu companheiro, o milinionário Dodi Al Fayed.
Conspirações a parte, até que ponto a mídia chegou para conseguir uma foto, um aceno, uma palavra, uma notícia?
Está certo que figuras públicas sempre estarão expostas a todos os olhares curiosos, mas até que ponto vai a invasão de privacidade?
Seja político, ator, cantora, não deixam de ser pessoas comuns e desde que elas também possuam bom-senso, merecem ser recebidas da mesma forma pela imprensa, já que um necessita do outro, e assim, quem sabe, viver em harmonia.

* Originalmente publicado em 19/10/07
Todos os direitos autorais são reservados a autora.

7 de ago de 2008

Fora de moda

Existe coisa mais brega que sandália com meia? Camisa por dentro da calça? Com celular na cintura ainda? Bermuda na balada? Ainda com meia esticada até os joelhos? Do que a banda Calypso? Novela Mexicana?
(Des)Combinações asssutadoras com bota branca? Ou combinar tudo e usar na mesma cor sapato, brinco, roupa, maquiagem? Blusas de rendas pretas transparentes com o sutiã aparecendo daquela velhinha de 85 anos?
Sombra azul turquesa ao luz do dia?
Gente que ainda usa pochete?
Ou que escuta Wando e Sidney Magal?

Mas o que difere ser brega e ser fora de moda?
O amor é brega, mas sempre está na moda.
Fora de moda não é não seguir a tendência da estação.
Fora de moda é seguir a moda a risca simplesmente porque está na moda.
Cada um deve aderir peças que estão a venda agora, mas construir seu próprio estilo.
Ter estilo é como ter uma filosofia de vida.
Hoje em dia, há movimentos como o emo que ainda determinam um certo estilo a ser cumprido.
Seja lá o que eles acham que é estilo, afinal, todos andam iguais, com aquele cabelo grudado com cola Pritt na testa.
Se ver aqueles caras feios fosse o pior, tudo bem. Mas o pior é que eles têm a mesma atitude. Choram na mesma sincronia,
gostam exatamente das mesmas músicas e choram exatamente sempre na mesma parte.
As patricinhas não escapam nem os punks, os roqueiros, os hipies
ou qualquer gangue que siga algum estilo e ande tudo igual e pense igual, e viva igual.
Seguir um estilo imposto, já inventado, não é ser estiloso. Você, com medo de ser isolado,se esconde em algo que já existe e que já é aceito pela sociedade, mesmo que ainda torçam o nariz.
Criar e ser original dá muito trabalho. Começar uma busca pela aceitação, exige coragem, força de vontade e muito mais, o que não exite mais nos tempos modernos.
O salário minímo é muito mais do que minímo, por exemplo, e é aceito com todo o gosto, mesmo que seu bolso e seu estômago desgostem.
As pessoas simplesmente não tomam uma iniciativa nem para isso que é um direito, uma questão de subsistência. Imagina, então, para pequenas coisas, consideradas fúteis? Por exemplo, uma certinha usar um decote, um executivo chegar com uma gravata rosa ou algo mais simples e banal.
Não tem nada de extravagante e ofensivo nisto, certo?
Mas preferem o marrom ao verde-limão, logo, vão se prender num mundo e numa vida sem cores.
As pessoas não tem a atitude de dar um passo e assumir, primeiramente a elas mesmas como elas são. Vão continuar escondendo seus sonhos, suas manias, seus rostos até a própria estação, que pode muito bem ser a última. Elas não sabem qual cor ou qual forma vai ser a tendência, o que vai estar na moda mês ou ano que vem.

Dá para adiantar.
Está fora de moda não ser você mesmo.

1 de ago de 2008

Sexta-feira a noite

Sexta-feira, 21h36

Eu, uma nerd convicta, jovem e saudável em casa.

Balada?!
Hm, é uma felicidade momentânea, ou seja, uma simples alegria. Você vai lá se diverte e quando o seu pé lateja de dor, talvez você vai embora. (Isso depende da boa vontade dos seus amigos... ou do estado mental deles naquela hora.)
Quando então, a realidade volta a entrar poluidamente em seus pulmões.
O dia já está claro, as pálpebras pesando cansaço, seu ouvido com aquele irritante "piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii" que só para bem depois, mas antes daquele fedor de cigarro impregnado até na queratina da sua pele. Aliás, mesmo você tomando um super banho, passando umas três vezes shampoo no cabelo, parece que onde você vai tá cheirando cigarro. Essa sensação só sai uns dois dias depois, mas antes do que aquele sono acumulado que você só recupera na semana seguinte.
Mas isso você recupera ainda antes do que a quantia de dinheiro gasta em algumas horas.
Chapelaria, água, coca, entrada, maquiagem, perfume (inultimente gasto devido ao dito cheiro de cigarro), roupa, tempo, hm, shampoo, voz, celular, que mais? Seu estado de saúde é prejudicado drasticamente. Sua sensibilidade auditiva, vida últil do tanto do fígado quanto do pâncreas (haja paciência), pele fica mais oleosa, seu cabelo ressecado... Você pode sair com Cãncer de pulmão, alcóolatra sem tratamento, com úlcera, e também vai saber como é sua personalidade, hm hm, sifílis. Hahahaha!
Ou seja, baladeiros possuem uma expectativa de vida inferior aos nerds.
E quem pensa que dançando a noite inteira vai emagrecer, amiga, isto é lenda urbana.

Há a mera probabilidade de nós, nerds, sermos mais felizes. Sempre depois que você sai da balada, dá aquela melancolia nostálgica. Bons momentos sempre duram pouco e você vai ter que esperar vivendo a vida para algum outro acontecer... se acontecer.
Fora que parece que foi em vão... você sai de lá feio e fedido, cansado e pobre e continua a mesma pessoa medíocre.
Mesmo que você se matou de rir da sua amiga bebaça que despencou da escada com estilo, do seu amigo - até onde você sab..(ia) hetero, pegou uns cinco caras e que não sabe porque está sentindo dores estranhas; mesmo que tenha causado ao som daquela música que você ama e nem acredita que tá tocando, sim, mesmo que tenha se divertido horrores... às 7 da manhã tudo acaba.
Você volta para sua casa, é derrubado pela inconsciência na cama e só às 9 você adormece para acordar às 11 e ter um dia pateticamente normal. Somando que você fica dolorido, mais improdutivo e... eu já disse fedendo cigarro?

Repetindo, sua vida pateticamente normal...

Para você continuar sua vida, para continuar submisso a rotina, para continuar acreditando na realidade, para continuar fugindo até a imaginação com sonhos toscos, vontades insaciáveis, para continuar lutando sem um objetivo, para continuar chorando sem motivo, para continuar vivendo, para continuar vivendo...
Só nos contentamos com a felicidade momentânea, ou seja, a alegria que ao relaxarmos um pouco, esquecendo do stress no final do semana, nosso corpo produz, mas em uma única dose, uma única substância.

Passa segunda, terça, quarta, quinta, talvez até sexta, para aproveitarmos, para curtimos um momento, um tempo, um cinema, o sofá, um jantar com a família, uma balada com os amigos só no sábado?!
Esperamos uma semana para termos algo que acaba nem começando.
Será que estamos cegos de tanto usar o computador, surdos de tanta buzina, insensíveis de tanta individualidade, que vamos deixando as coisas, o tempo, a vida, tudo passar enquanto nos movemos, mas em movimento retílineo uniforme retardado?
Por que será que a gente, sim, os nerds também, os baladeiros, os românticos, os realistas, os otimistas, os céticos, os loucos, deixamos tudo para sexta a noite?
Será que não dá para ser feliz na segunda-feira? Teve ter um meio, é só uma segunda-feira, o início do fim, mas pode ser numa terça, pode ser em qualquer dia... Qualquer dia podemos perceber que podemos e devemos viver qualquer coisa antes que não apenas um sorriso se desfaçe de nossa face ou não apenas um cabelo branco surja em nossa raiz, de nos tornarmos velhos ou infelizes por ser tarde... Podemos viver intensamente qualquer dia, não precisamos esperar sexta-feira a noite.





Tchau, vou para a balada hoje.
Blog Widget by LinkWithin