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31 de ago de 2008

Os Caras Mais Pegáveis

Os intelectuais merecem um descanso. Nada de Schopenhauer, Niezstche, Dostô, nada nerd, cult, intelectual, nada profundo... quer dizer, depende do ponto de vista.


Coluna Fúteis e Úteis* Por E. P. P.

Simplesmente sexy e arrebatadores. Aqui não precisa ser um deus grego, um príncipe encantado, ter uma beleza perfeita, ser divinamente simpático nem ser certinho, arrumadinho, bonitinho, fofinho.
Caras meigos que te entendem e te completam, que te amam, que te aceitam como é, românticos incuráveis, íncriveis, perfeitos? Não! Aff! Bad boys, gostosos, charmosos e irresístiveis. Hmmm!
Eles são do tipo de lançar um olhar - ou muito menos que isso - e deixar qualquer santinha louca, venenosa, suando frio.
Eles são, para outras mulheres, a escapadinha da dieta para aquele delicioso Brownie, aquela pizza...
Para mim,

Eles são os caras mais pegáveis casualmente.




Reynaldo Gianecchini
Para começar e terminar com o único brasileiro. Ele não é aquelas coisas, mas ao vivo - sim, eu já vi ele - e só Eu vi aha ha! - no aeroporto com um cara. Hnf.


Fredrik Ljungberg Você diria que é um modelo, um cara gato ou um jogador de futebol? Fique com as duas últimas e aprenda a falar sueco.





Fabio Cannavaro



Além de muitas vezes eleito como um dos melhores jogadores de futebol do mundo, Cannavaro também foi eleito o mais sexy. Pena que ele é casado.



Manuele Blasi Mais um italiano e um dos meus preferidos. Apesar de ter nome de mulher, Munuele é molto macho, va bene? Essa foto é da Campanha que a seleção da Itália fez em 2006 para a D&G underwear. De morrer.



Jensen Ackles No papel de Dean, ele é sobrenatural, sexy e engraçado. Irresístivel.




Josh Holloway Se você um dia se perder numa ilha deserta, leve Sawyer de Lost. Vai ter muito o que fazer.




Chris Evans Do filme O Quarteto Fantástico, ele é muito mais que fantástico... Chame o em caso de incêndio.




Johnny Depp
Um que não pode ficar de fora. Sinistro, sombrio... quem não quer descobrir os mistérios dele?



Justin Timberlake

Um dia ele já foi bem feinho um dia e usava umas roupas que fala sério... Junto a sua músicas agora bem longe de pops e fofas, ele decidiu ser sexy. Bela decisão.






Orlando Bloom Até parece que o famoso 'Legolas' de O Senhor dos Anéis tem essa cara de santinho mesmo.



Jude Law





Ele é inglês e isso já é o bastante. Tudo bem que ele traiu a mulher dele com a babá dos filhos. E os filhos da ex. E ele traiu a ex ex com a ex.


Mas quem liga?



Channing Tatum


Dizem que ele é gay, dizem que ele é bi... mas namora uma tal de Jenna. Eu digo que ele é bom.




Estão vivas ainda?

Ah, tá... tudo bem, eu paro por aqui então.
Fracotes.
xD



































































































































29 de ago de 2008

Livros

Eu tô com medo de mim.
Não pelo fato de definitivamente eu estar enlouquecendo ( mais - se ainda é possível), mas essa semana eu li 4 livros ( além dos que eu escrevo) - e isso que tecnicamente a semana ainda não acabou, falta sábado.
Terça, eu li um livro de 275 ou mais páginas em menos de seis horas, hoje li um inteiro também em aproximadamente 7 horas - não corridas - de exatamente 300 páginas.
Acho que o pior é eu estar me indentificando com os personagens como Raskalnikóv de Crime e Castigo do Dostoieviski, por causa da batalha entre ele e sua mente em contraste com seu eu físico - pelo menos é o que eu estou entendendo da história - que é um aprofudamente psicológico bem interessante. Ele pensa como eu, tem conceitos, teorias parecidos - ok, tirando que eu não matei duas velhinhas inocentes com machadadas no pescoço.
E não pretendo praticar nenhum ato fictício na realidade.
Apesar dela - a realidade - estar se mostrando muito parecida com os livros de uma maneira impressionante que é melhor eu guardar só para mim, senão realmente vou ser dada como louca e não vou mais conseguir um emprego de correspondente na BBC de Londres.
Não sei se isto me afasta do mundo real, sabe, eu estar absorta nos meus pensamentos e concentrada. No máximo, eu pareço uma esquistona, nerd, anti-social, que sempre está com um livro diferente por dia, de um tema diverso que vai de ficções, comédias, psicanálise e conceitos socialistas. Aliás, se todo mundo lesse A Ilha - um livro reportagem de Fernando Moarais - não ia ficar julgando tanto o Fidel. Ele pode ser considerado por milhares como ditador, mas ninguém foi capaz de fazer o que ele fez. E ninguém mais fará, já que é muito melhor ficar em frente do notebook, sentada na cama, comendo pizza de catupiry com H2OH, do que ter que se esconder no mato de madrugada dos soldados do governo enquanto você conspira a favor de uma revolução.
Ok, talvez pareça ser intelectual ler sobre o socialismo, utopias, a dinastia Turdor (aliás, a Ana Bolena é uma vaca), psicanálise e tal, mas comprar 12 livros pela internet é totalmente fútil, consumista e capitalista.
E droga, eu nunca vou ser uma pessoa erudita. Por mais que eu leia Nietszche e discuta Platão (comigo mesma, afinal, ninguém liga para ele, coitado) e goste de música clássica e não leia best-sellers estilo O Caçador de Pipas ( pode ser excelente, mas virou modinha). E me irrita sair por aí, com o mesmo livro que alguém. Prefiro viver no meu mundo sozinha mesmo.
E ficar discutindo com a minha alma e a minha mente, qual a melhor teoria para mim
( Uma vez que eu desisti de seguir as minhas próprias já que elas são falidas e inexsistentes):

A de Platão, que devemos economizar felicidades. Deixar de ir a balada sexta a noite, para ficar estudando e no futuro ter uma alegria melhor que é passar na prova e ainda ter tempo para poder ir na balada. O que para mim é só prolongar alegrias instântaneas. Aliás, ele fala disso, que a felicidade é perecível, sabe, efêmera... tudo vai acabar mesmo. Isso inclui o meu Milk-Shake de Menta da Parmalat. Então, se vai terminar mesmo, toma tudo logo, o que são mais umas mil e quinhentas calorias? E isso inclui outra parada... Devíamos arriscar mais, afinal, o que temos de tãooo precioso a perder? Nada. E isso é podre ou o glorioso, não temos nada a perder. Talvez se não arriscarmos, vamos só perder mais uma vez uma boa oportunidade. Henrique Turdor quase pôs a perder todo o seu reino, honra, ouro é afins por um ideal teológico. Você acha que ele perdeu algum diamante da coroa?

A de Schopenhauer, que somos movidos totalmente pelos nossos desejos e sejam eles bons ou ruins, sempre ficamos justificando os através da razão. Não concordo muito. Eu sou movida 100% pela minha racionalidade. Tudo bem que ela é meio, digamos, precária. Mas se alguma vez eu tive uma atitude movida por desejo, com certeza foi tomar sorvete Häagen Dazs ou gastar 60 reais no América, ou comprar uma sombra nova na MAC.

Ou a De Freud: que na verdade, não conhecemos os nossos verdadeiros desejos, eles estão obscuros na alma, e graças a Deus não sabemos ler no nosso subconsciente. E acho que essa se aplica ao meu caso. Não que eu comer em excesso signifique que estou inconscientemente preenchendo um vazio. Eu estou consciente que preencho um vazio no meu estômago, antes que ele fure por causa do Ph ácido do suco gástrico. Mas acho que temos medo de nossos desejos e temos medo porque não acreditamos piamente neles e temos medo de que não aconteçam. Ou que aconteçam e daí não saberemos como lidar e aí, quando tivermos o que queremos finalmente, a vida perde toda graça. Deve ser chato e monótono ser sempre feliz e satisfeito. Como na Dinamarca ou Noruega onde a qualidade de vida é a melhor do mundo, não tem desemprego, favela, miséria, fome, violência e nem nada de ruim e subdesenvolvido, mas a maior taxa de suícidio é de lá. Deve ser porque não tem também Warner Channel e porque eu estou meio longe deles.


Conclusão?
Bom, no minímo, acho que eu deveria ser bem menos fundamentalista e ser mais hedonista. ( Um a zero para Schopenhauer!)
Talvez para mim, meus fundamentos sejam o meu prazer. Talvez não.
Acho ainda que eu devia dar um tempo dos meus personagens, minhas histórias e meus livros ecomeçar a escrever com suspiros, risos, lágrimas, exclamações, reticiências a minha história.





Depois que eu terminar de ler O Diário da Princesa 9.

27 de ago de 2008

20 anos e meio



Hoje eu estou fazendo vinte anos e meio.




Hoje eu aprendi que a hipófise - uma glândula que fica na base do cérebro - produz um tal de FSH e LH sei lá o quê, cuja função é destinada na ação dos testículos. Isso me explica muita coisa. Agora entendo porque os homens pensam na altura abaixo do abdômen.


Que cretino é uma pessoa que tem retardo mental, fisíco e sexual.


E muita coisa sobre Cuba, capitalismo e socialismo no livro-reportagem que eu to lendo - A Ilha.


a URSS, por exemplo, doava 800 milhões de dólares para a economia de Cuba. Imagina quantos livros, blushs, roupas, cds, ipods e quantas casas, comida e afins dava pra ter...


Dava para comprar uma Maserati GT conversível...

E isso não se compara a tudo o que eu aprendi nesses vinte anos e seis meses.
É muito coisa, útil e fútil e ainda no mesmo dilema de sempre. Aquele "I'm Not a Girl Not Yet a Woman" Britney-Spears-thing, honey.
Um total disparate. Seja lá o que for disparate.
Eu me canso dos meus amigos, eu me canso de mim, eu canso da textura do meu cabelo, e do corte e da cor, e me canso dos meus pensamentos eruditos, minha vontades capitalistas, meus sonhos surreais.
Isso tudo porque eu faço muito de tudo.

Ou eu leio uma média de 4 livros por semana - sendo que eu li um ontem inteiro de cerca de 275 páginas e já li mais metade de um outro, e sim, eu leio de 5 a 6 livros ao mesmo tempo, além de revistas, estudos e escrever minhas coisas - e sou uma completa nerd ou eu sou da night e vou para a balada quinta, sexta e sábado - domingo talvez. Ou eu me visto - segundo alguns - como uma menininha de 14 anos - ou estilosa bem Audrey Hepburn ( ah, tá bom...).


Ou eu sou uma puritana ou eu sou uma safada que quer fazer um menagè a trois com o Jude Law + Justin Timberlake (Hmm). Ou rosa ou roxo.


Ou Londres ou qualquer lugar da Itália que tenha italianos bellíssimos!

Acontece que faltam 6 meses para eu fazer 21. E 21 já é adulto, velho, sem graça.
e ainda penso para que estudar, trabalhar e expandir meu intelecto se eu posso casar com um italiano molto belo e rico?
Aliás, eu mudei de idéia. Não vou mais casar com inglês.
Há uma grande probabilidade de eu encontar só aqueles que têm rosácea, pele mais albina que a minha, cabelo cor de palha e dentes amarelos - quando tiverem dentes.
Agora os italianos... ui.

No máximo eu encontro do tipo velho e narigudo...




e hm, barrigudo...




mas o filho dele talvez não seja.




Pode ter certeza que é bem melhor que os brasileiros que são ou


a) fedidos, safados, nojentos, fanáticos por futebol e bebem cerveja ( que também fede)


b) pobres


c) feios


d) bonitos, mas gostam de forró, fumam e não sabem falar português direito


e) gays




Os gays são cheirosos, bonitos, bem arrumados, inteligentes, etc etc etc... bla bla bla


mas são gays, PORRA!




Agora, os italianos...




É, com os italianos eu posso acabar com o meu dilema e eles podem tornaros meus 20 anos e meio um pouquinho mais interessante...








capisce?









- Belli ragazzi, vero!














16 de ago de 2008

Dúvidas

Festa, balada, pizza, pub, cinema, escrever livro, ler livro, ficar em casa, estudar fisíca... Fisíca!?


Vestido, saia, calça, hetero, gls, Pacha, Bubu, The Week, Lótus, Republic, London Station, Rodízio, a la carte, comédia, drama, suspense...

Um, dois,amigos, família, Londres, faculdade, metrô, carro, notebook, mp3, livros, livros, livros, cds, libras, contas.

Rosa, roxo, preto, branco, tênis, e pé, perfume, banho, Zara, Dior, Zoomp, colar, pulseira, rímel, blush.

Insegurança, certeza, fome, fome, fome, gorda, gorda, gorda.

Celular, mensagem, texto, falo, escrevo, grito, rio, silencio-me.

Melhor dúvidas angustiantes do que escolhas erradas.

13 de ago de 2008

O Assédio da Imprensa

O Assédio da Imprensa por Érica Perazza para Revista Pandora *

Quem não se arrepia e sente borboletas no estômago quando vê alguém famoso e querido? Para conseguir um autógrafo, uma foto, uma abraço ou pelo menos um sorriso é um sacrifício, seja pela dificuldade de acesso a pessoas VIPs ou pela multidão na fila, apertando, empurrando, tropeçando. Afinal, é raro quando podemos ter a chance de conhecer e assistir ao vivo atores e cantores de sucesso, principalmente internacionais. Talvez seja por isso que as pessoas, perante uma celebridade, sempre se comportam com euforia e assédio. E não são só fãs enlouquecidos e histéricos que deixam as estrelas desconfortáveis, mas também a imprensa. No dia 18 de outubro, Gael Garcia Bernal, ator mexicano, em uma visita ao Brasil, foi surpreendido pela mídia na 31ª Mostra Internacional de Cinema. O protagonista de "Diários de Motocicleta", veio a São Paulo para divulgar o longa "El Passado", protagonizado por ele e dirigido por Hector Babenco e para apresentar o longa "Déficit", no qual ele estréia como produtor e diretor. Ao chegar para a cerimônia de abertura da Mostra, aconteceu tumulto e Gael quase foi derrubado na rampa de acesso ao auditório por alguns jornalistas. Ele exigiu da organização do evento, ficar numa área privativa, longe do assédio da mídia e do público. Mesmo assim, repórteres e fotógrafos conseguiram entrar na área vip. Pedidos de autógrafos e fotos foram atendidos, porém, o ator cansado do assédio, resolveu deixar a festa.
Algumas celebridades se incomodam com o assédio, outras simplesmente estão acostumadas e outras se surpreendem. É o caso da banda inglesa, Keane, composta somente por bateria, piano e vocal. Em abril deste ano aconteceram 3 performances do grupo: duas em São Paulo e uma no Rio. Com um público pequeno, mas que soava grande, os fãs deram um show na banda. "Parecia que tinha umas 10 mil pessoas gritando e acho que não tinha nem 3 mil. O vocalista, Tom Chaplin até parou, totalmente estupefato, quando ia entrando no palco e ouvindo tudo aquilo", disse uma fã. Durante a turnê do segundo álbum da banda, Under The Iron Sea, eles confessaram estar muitos surpresos com essa vibe diferente do povo latino, em especial o Brasil. Ainda, disseram que vão voltar muito em breve e repetir a dose. O público brasileiro mais uma vez mostrou-se extremamente receptivo até com bandas não muito conhecidas.
E quanto a imprensa, ela às vezes não dá boas vindas. Em 31 de agosto, durante um passeio em Paris, a princesa da Inglaterra, a Lady Di, sofreu um acidente de carro fatal devido a perseguição de fotógrafos que a todo custo queriam imagens dela com seu companheiro, o milinionário Dodi Al Fayed.
Conspirações a parte, até que ponto a mídia chegou para conseguir uma foto, um aceno, uma palavra, uma notícia?
Está certo que figuras públicas sempre estarão expostas a todos os olhares curiosos, mas até que ponto vai a invasão de privacidade?
Seja político, ator, cantora, não deixam de ser pessoas comuns e desde que elas também possuam bom-senso, merecem ser recebidas da mesma forma pela imprensa, já que um necessita do outro, e assim, quem sabe, viver em harmonia.

* Originalmente publicado em 19/10/07
Todos os direitos autorais são reservados a autora.

7 de ago de 2008

Fora de moda

Existe coisa mais brega que sandália com meia? Camisa por dentro da calça? Com celular na cintura ainda? Bermuda na balada? Ainda com meia esticada até os joelhos? Do que a banda Calypso? Novela Mexicana?
(Des)Combinações asssutadoras com bota branca? Ou combinar tudo e usar na mesma cor sapato, brinco, roupa, maquiagem? Blusas de rendas pretas transparentes com o sutiã aparecendo daquela velhinha de 85 anos?
Sombra azul turquesa ao luz do dia?
Gente que ainda usa pochete?
Ou que escuta Wando e Sidney Magal?

Mas o que difere ser brega e ser fora de moda?
O amor é brega, mas sempre está na moda.
Fora de moda não é não seguir a tendência da estação.
Fora de moda é seguir a moda a risca simplesmente porque está na moda.
Cada um deve aderir peças que estão a venda agora, mas construir seu próprio estilo.
Ter estilo é como ter uma filosofia de vida.
Hoje em dia, há movimentos como o emo que ainda determinam um certo estilo a ser cumprido.
Seja lá o que eles acham que é estilo, afinal, todos andam iguais, com aquele cabelo grudado com cola Pritt na testa.
Se ver aqueles caras feios fosse o pior, tudo bem. Mas o pior é que eles têm a mesma atitude. Choram na mesma sincronia,
gostam exatamente das mesmas músicas e choram exatamente sempre na mesma parte.
As patricinhas não escapam nem os punks, os roqueiros, os hipies
ou qualquer gangue que siga algum estilo e ande tudo igual e pense igual, e viva igual.
Seguir um estilo imposto, já inventado, não é ser estiloso. Você, com medo de ser isolado,se esconde em algo que já existe e que já é aceito pela sociedade, mesmo que ainda torçam o nariz.
Criar e ser original dá muito trabalho. Começar uma busca pela aceitação, exige coragem, força de vontade e muito mais, o que não exite mais nos tempos modernos.
O salário minímo é muito mais do que minímo, por exemplo, e é aceito com todo o gosto, mesmo que seu bolso e seu estômago desgostem.
As pessoas simplesmente não tomam uma iniciativa nem para isso que é um direito, uma questão de subsistência. Imagina, então, para pequenas coisas, consideradas fúteis? Por exemplo, uma certinha usar um decote, um executivo chegar com uma gravata rosa ou algo mais simples e banal.
Não tem nada de extravagante e ofensivo nisto, certo?
Mas preferem o marrom ao verde-limão, logo, vão se prender num mundo e numa vida sem cores.
As pessoas não tem a atitude de dar um passo e assumir, primeiramente a elas mesmas como elas são. Vão continuar escondendo seus sonhos, suas manias, seus rostos até a própria estação, que pode muito bem ser a última. Elas não sabem qual cor ou qual forma vai ser a tendência, o que vai estar na moda mês ou ano que vem.

Dá para adiantar.
Está fora de moda não ser você mesmo.

1 de ago de 2008

Sexta-feira a noite

Sexta-feira, 21h36

Eu, uma nerd convicta, jovem e saudável em casa.

Balada?!
Hm, é uma felicidade momentânea, ou seja, uma simples alegria. Você vai lá se diverte e quando o seu pé lateja de dor, talvez você vai embora. (Isso depende da boa vontade dos seus amigos... ou do estado mental deles naquela hora.)
Quando então, a realidade volta a entrar poluidamente em seus pulmões.
O dia já está claro, as pálpebras pesando cansaço, seu ouvido com aquele irritante "piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii" que só para bem depois, mas antes daquele fedor de cigarro impregnado até na queratina da sua pele. Aliás, mesmo você tomando um super banho, passando umas três vezes shampoo no cabelo, parece que onde você vai tá cheirando cigarro. Essa sensação só sai uns dois dias depois, mas antes do que aquele sono acumulado que você só recupera na semana seguinte.
Mas isso você recupera ainda antes do que a quantia de dinheiro gasta em algumas horas.
Chapelaria, água, coca, entrada, maquiagem, perfume (inultimente gasto devido ao dito cheiro de cigarro), roupa, tempo, hm, shampoo, voz, celular, que mais? Seu estado de saúde é prejudicado drasticamente. Sua sensibilidade auditiva, vida últil do tanto do fígado quanto do pâncreas (haja paciência), pele fica mais oleosa, seu cabelo ressecado... Você pode sair com Cãncer de pulmão, alcóolatra sem tratamento, com úlcera, e também vai saber como é sua personalidade, hm hm, sifílis. Hahahaha!
Ou seja, baladeiros possuem uma expectativa de vida inferior aos nerds.
E quem pensa que dançando a noite inteira vai emagrecer, amiga, isto é lenda urbana.

Há a mera probabilidade de nós, nerds, sermos mais felizes. Sempre depois que você sai da balada, dá aquela melancolia nostálgica. Bons momentos sempre duram pouco e você vai ter que esperar vivendo a vida para algum outro acontecer... se acontecer.
Fora que parece que foi em vão... você sai de lá feio e fedido, cansado e pobre e continua a mesma pessoa medíocre.
Mesmo que você se matou de rir da sua amiga bebaça que despencou da escada com estilo, do seu amigo - até onde você sab..(ia) hetero, pegou uns cinco caras e que não sabe porque está sentindo dores estranhas; mesmo que tenha causado ao som daquela música que você ama e nem acredita que tá tocando, sim, mesmo que tenha se divertido horrores... às 7 da manhã tudo acaba.
Você volta para sua casa, é derrubado pela inconsciência na cama e só às 9 você adormece para acordar às 11 e ter um dia pateticamente normal. Somando que você fica dolorido, mais improdutivo e... eu já disse fedendo cigarro?

Repetindo, sua vida pateticamente normal...

Para você continuar sua vida, para continuar submisso a rotina, para continuar acreditando na realidade, para continuar fugindo até a imaginação com sonhos toscos, vontades insaciáveis, para continuar lutando sem um objetivo, para continuar chorando sem motivo, para continuar vivendo, para continuar vivendo...
Só nos contentamos com a felicidade momentânea, ou seja, a alegria que ao relaxarmos um pouco, esquecendo do stress no final do semana, nosso corpo produz, mas em uma única dose, uma única substância.

Passa segunda, terça, quarta, quinta, talvez até sexta, para aproveitarmos, para curtimos um momento, um tempo, um cinema, o sofá, um jantar com a família, uma balada com os amigos só no sábado?!
Esperamos uma semana para termos algo que acaba nem começando.
Será que estamos cegos de tanto usar o computador, surdos de tanta buzina, insensíveis de tanta individualidade, que vamos deixando as coisas, o tempo, a vida, tudo passar enquanto nos movemos, mas em movimento retílineo uniforme retardado?
Por que será que a gente, sim, os nerds também, os baladeiros, os românticos, os realistas, os otimistas, os céticos, os loucos, deixamos tudo para sexta a noite?
Será que não dá para ser feliz na segunda-feira? Teve ter um meio, é só uma segunda-feira, o início do fim, mas pode ser numa terça, pode ser em qualquer dia... Qualquer dia podemos perceber que podemos e devemos viver qualquer coisa antes que não apenas um sorriso se desfaçe de nossa face ou não apenas um cabelo branco surja em nossa raiz, de nos tornarmos velhos ou infelizes por ser tarde... Podemos viver intensamente qualquer dia, não precisamos esperar sexta-feira a noite.





Tchau, vou para a balada hoje.
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