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21 de jul. de 2008

Uma miscelânea de extremos

Tem uma coisa que acho que nem meus melhores amigos ou os melhores psiquiatras entendem. Essa minha coisa de tanto amigo gay. Acho que só eu entendo.
Uns dizem que é para me esconder. E eu considerei a hipótese ao pensar que é lá onde eu sou eu, mas quer saber? Eu sou eu em qualquer lugar. E por mais que eu pense que sou a maior imbecil da face da Terra, considero isso como uma dádiva que ninguém tira de mim e nem eu se eu tentar revolucionar meu jeito (Hm, espera dádiva não de ser imbecil, de ser eu mesma... hm, espera dá no mesmo, esquece).
Está na minha essência. Não tem como eu mudar, é como se eu negasse minha existência. Se eu não soltasse umas piadas insanas e uns comentários impertinentes, teorias nerds ou fúteis, se eu não fosse tão aberta em contar detalhes dispensáveis das minhas idéias, se eu não fosse tão maluca ao ponto de alguém ficar em dúvida e pensar se eu já cheguei bêbada ou se eu ainda estou bêbada, se eu não tivesse essa personalidade difícil que sempre rebate um ponto contrário com argor e consistência, se eu não fosse extremamente comunicativa ao ponto de trocar uma idéia filosófica com mendigos ou céticos, se eu não fosse uma coisa que eu sou, eu já não seria eu. Todas minhas emoções, atitudes, qualidades, defeitos se interligam, se somam, se neutralizam e formam um conjunto complexo, que dão como resultado eu.
E sim, por mais que às vezes quando eu me olho no espelho e ache que estou tão gorda cheia de bochechas , me odeie naquele segundo que fiz merda ( ou seja, sempre), me odeie por ser tão simpática e tão anti-social, me odeie por ser tão bonita e tão feia, tão burra e tão inteligente, tão realista e tão sonhadora, tão fútil e tão filosófica, tão comum e anormal, tão paradoxa e antagônica, tão estúpida e tão polida, tão sensível e impassível, tão aberta, tão preconceituosa, tão tradicional e concencional, tão moderna, tão séria e sóbria, tão hilária e psicopata, tão... Érica.
O Extremo dos extremos. O sim e o não ao mesmo tempo. Ou vai ou racha, da forma mais indecisa e insegura possível.
Eu sou eu e nem estou nem aí e ao mesmo tempo fico me deparando com pensamentos dos pensamentos alheios.
Uma vez uma pessoa me disse: " Ah, Érica, você é tão bonita, só acho que esse seu jeito te estraga."
Um comentário imperceptível ao início, mas quando a gente começa andar pelas ruas e te olham como se você fosse uma mutação genética rarissíma, pensei que é comigo o problema. E é. Sabe por quê? Eu adooooro ser "estragada"!
Na escola, eu já passei tanto tempo com amigos que eram meus amigos por causa das minhas qualidades só, ser inteligente, linda, simpática e irresistivelmente sexy (Ah, tá, tudo bem, eu sou sexy só ultimamente.). E agora, eu tenho amigos por causa de defeitos e afins, das minha não-virtudes, mas acima de tudo, por ser eu e eu deixá-los serem quem quiser, travestis, gays, bi, tri, heptas, heteros, emo, pagodeiro (naquelas), sem personalidade, babacas ( a gente se identifica), cafetinas e prostitutos, findamentalistas e filosófos de metrô, certinhas e putinhas, crianças, irresponsáveis e afins. Minha amizade é a miscelânea de cores, culturas, estilos, idades ( sim, eu tenho uma amiga de 10 anos e uma de 54. Eu não to ligando... desde que eu seja o centro das atenções aaaaaaaaaaahahaha!)
Hm, aliás, um parênteses. Sabe o que eu acho? Que eu tenho tantos amigos assim, tão diversos entre si, me relaciono fácil com todos porque afinal de contas, eu sei conviver com a pessoa mais difícil de lidar do mundo: EU. Não parece, mas há uma combustão endotérmica dentro de mim, que temo, jamais vai explodir. Logo, tenho que conviver e sobreviver com meu eu. Há coisa pior no mundo do que você estar na presença constante de si mesmo? Nas horas que você se odeia, que brigou consigo mesmo? Ter que olhar no espelho e ver aquele rosto familar e cara feia toda santo dia? Te encarar sabendo que está se enganando? E o ainda não poder se abandonar já que não tem como eu me livrar de mim. Fica quase óbvio quando eu não gosto de alguém. É porque é parecido demais comigo. É dificil ver um reflexo mal feito e enxergar por fora tudo aquilo que você detesta em si mesmo. Logo, se eu consigo lidar comigo ( na metade do tempo, é muito bom ser eu, pode ficar com inveja hahha, afinal eu ainda sou foda), o resto é mole. Até Osama Bin Laden seria meu amigo, um mendigo bebum ou um cético hipócrita trocaria idéia comigo.

De todas as coisas mais importantes para mim, mais que meu rímel, mais que o Jude Law, mais que Londres (!), mais que meus livros, mais que Häagen Dazs de Vanilla com pedaços de brownie (hm-hm), é a amizade. Sem ela, eu jamais saberia quem eu sou. ( "Você não é auto-suficiente?!")
Isso inclui minha família lógico, sem amizade nenhum tipo de relacionamente resistiria e sucumbiria. (Ok, exceto o meu com o Jude Law que é extremamente carnal.)

E todos e isso tudo, esses são os pedaços de mim espalhados por aí, meus amigos, minha família, minhas palavras, minhas exlamações, minhas dúvidas, meus sonhos, meus micos, meus livros, meus cds, minhas libras, minha maquiagem, meu intelecto, meus braços gordos, minha pánceps, meus olhos, meu pâncreas, minhas artérias, minha alma...

Tudo isso constrói minha existência.









(!)

18 de jul. de 2008

Just that 13 years old girl

Hoje eu saí do aeroporto às 17h21 e cheguei em casa às 19h37 (normalmente faço o mesmo percurso e chego às 18h25). Trânsito, sim, pois o caos é iminente. Não contesto tal fato com tensões no fígado, pois eu estava absorta no meu mundo literário. Com isso, o status do meu Q.I hoje progrediu 57% (apenas 3% gastos em desejos de Mc'Donals. Bom).
De qualquer forma, talvez eu tenha deixado o saldo negativo, não sei. Fico pensando ainda em como ando nostálgica. Em como tanta coisa mudou em pouco tempo ou muito tempo - o que é pior.
Minha irmã não cabe mais no meu colo (fora, que ela é muito pesada) e agora que me dou conta que ela é apenas um bebê para mim. Nossa diferença de idade fica mais enfática agora, mas mesmo assim, eu sinto que ela é minha amiga e é muito bom ir ao shopping, cinema ou conversar com ela sobre diversos assuntos. Mas eu a olho de novo, e mesmo sendo mais sensata do que eu, é uma criança. E eu nunca olhei alguém assim, de uma forma que eu me sentisse tão distante, tão diferente dela. Ela é um exemplo da minha nostalgia.
Qual seria outro? A voz máscula do meu irmão que ainda é um menino, os cabelos brancos da minha mãe e a ausência do mesmo no meu pai? Não. Isto é crescer ou envelhecer, uma natureza imperceptível que merece minha indiferença.
Mas o psicológico, este que me traz melancolia...

Ainda não cheguei em casa e minha mãe não me ligou preocupada. Motivos? Trânsito ou eu fui me encontrar com meus amigos. Se ela me ligar, é um 'que horas que você vai chegar' e não um 'onde você tá/com quem/como/ por quê'. Meu pai é simplesmente notificado das minhas aventuras noturnas,não preciso implorar mais. Isso talvez se deva ao começo da minha independência. Mas isso não é uma conquista, é só assim que tem que ser da mesma forma que uma gravidez. O óvulo é fecundado, o feto se desenvolve e um dia ela vai ter que sair do útero, quando chegar a hora, ele vai sentir o frio do mundo lá fora, no momento que o cordão umbilical for cortado. Se ele continuasse lá dentro, quente, alimentado, protegido na cápsula do amor, morreria por motivos anatômicos.
É, é duro espichar horizontalmente nossas emoções. Mas é assim que tem que ser. Porque é assim que é. É assim.
Por mais que eu me olhe no espelho e veja agora uma quase-não-mais-adolescente, uma pré-adulta, acho que não sou e ainda mais, ouso dizer que não mereço ser. Não o quero ser. Me repugna com a idéia.
A adolescência que dizem tanto ser a transição mais complicada do ser humano, quando não sabemos quem somos ainda, temos as piores dúvidas, perguntas sem respostas e respostas que nem sabemos a qual pergunta responder, além de dilemas, crises existenciais, dores, desesperos, choros, gritos, histerias, escolhas difíceis, traumas, decepções, desapontamentos, desilusões, dissimulações, fracassos, derrotas, incertezas... para mim será sempre a melhor época, que não quero me despedir... Me agarro a ela como uma criança a uma boneca que não quer doar, como uma criança que se agarra ao escorregador, gritando, berrando, chorando, que não quer ir embora para casa mesmo que já esteja cansada de brincar.
Sim, não quero, mesmo que eu olhe para trás e veja o quão idiota eu fui.
Uma coisa que por mais que o tempo passe e flua, por mais que eu mude meus conceitos e fundamentos, jamais mudará.
Aquela menina de 13 anos, tola, inocente, ingênua, meiga, tem os mesmos sonhos que eu.
Sim, agora corrompida pela realidade ou alienação, madura ou imatura, tenho os mesmos sonhos. É onde me agarro para não me desprender do mundo que agora estou abandonando? É para continuar com vontade de viver e ter coragem de encarar a subsistência? Não, sim e não sei.
Aquela menina e eu habitamos duas pontes do horizonte tão distantes, tão interligados.
Ontem, ela era eu, hoje ela é uma parte de meu ser.

Concluindo e resumindo, eu ainda sou uma idiota. E tenho medo de ser adulta: um ser frio, calculista, infantil, ridículo, nojento. O monstro que estou me tornando.








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[Cadê o pó mágico? Tire-me do País das Maravilhas e leve-me para a Terra do Nunca.]
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17 de jul. de 2008

While I am between

" I'm not a girl
not yet a woman
I just need a time
A moment that is mine
While I am between"

A Britney Spears é minha poeta de hoje. Até parece que foi ela que escreveu essa letra, mas é bem isso, o status na minha alma a beira de um colapso do meu 21º aniversário.

Ela me canta a mesma coisa que Josef Breuer, ao descrever a histérica da Anna O., no seguinte "(...) uma criança se debatendo desajeitadamente no corpo de uma mulher."


Para mim dá no mesmo, são só pessoas diferentes cujas frases posso decifrar um único amontoado de sensações que se tornar meu estado de espiríto/humor.

É uma transição mesmo. De sei lá o quê para não sei. É praticamente o mesmo sentimento quando você sai de uma alegria e cai numa tristeza, se livra de uma angústia e corre para o alívio ou quando se afoga em dúvidas, martírios e dores e finalmente chega a uma surperfície inabitada.
Com a minha tamanha bipolaridade controlável, é pior que me sentir miserável.
Eu prefiro descer ao inferno dos meus pensamentos que não param um segundo que cutucar meu córtex do sentir algo que não sei o que é.
E pode ter certeza que como eu havia falado hoje mesmo para a Gi, o humano prefere a tristeza do que a felicidade. É um refúgio, um esconderijo, um alívio para sonhos, pesadelos, lágrimas, sorrisos. É quando sentimos confortáveis em desgarregar toda energia reprimida de alguns fatos ou hipóteses.
Felizes estamos felizes. Contentes e/ou satisfeitos com determinada fase de nossa fase. Mas, caro amigo, tudo vai passar, tudo vai passar.
E aquela pessoa desprendida, livre, colorida vai se pagar de uma hora para outra sem um motivo plausível. A vida é assim. É só uma fase, da mesma forma que seu desespero da vida e da morte, do tempo e da eternidade vai acabar. Um dia você acorda de manhã e não lembra mais o que sonhou. Guarda aquela estranha sensação que sonhou com alguma coisa e pode ter convicção de saber o que é, mas não conseguirá descrevê-la. Ela vai ficar lá, onde quer que seja, como uma miragem na névoa.
Um dia você chora, n'outro sorri. É claro que o sorriso se expressa também como medo, falsidade, insegurança, desaprovação e dúvida. É só diferenciar o verdadeiro, se se mostram dentes sorridentes e abertos a idéias.
Mas de qualquer forma, por mais confortante que seja uma gargalhada, nada se compara ao choro - que seja contido - porque ele alivia a dor e é melhor do que desabafar quando estamos sob estresse. E aqui na minha opinião, quando falamos " Ai, amiga, to cansada/triste/chateada" é uma auto-piedade egocêntrica e mesquinha e não a verdadeira miséria que todo bom humano que atinge a plenitude e "Descobre quem tu és". Não é a verdadeira crise existencial que cada um de nós um dia teve ou terá... numa fase da vida. Isso guardamos para nós, mas o que tiramos deste sofrimento, aprendizado, deixamos como uma marca em algum canto, em alguém, em algum lugar de alguma forma no mundo. E em nós, jaz uma cicatriz profunda e invisível, que dói tanto às vezes, que não percebemos.
Nitzsche deixou e revolucionou o pensamento em 1800 e pouco. A gente vai vai fazer isso também, talvez não de forma nobre, talvez não de forma louca, ou sei lá... mas vamos, enfim.
Afinal, o que aprendemos com a felicidade?
Só aprendemos com a infelicidade que temos que dar valor a ela.
Mas é na fase de transição?
Aprendemos ou praticamos?
Quando eu sair dela, quando eu virar definitivamente uma menina que habita uma mulher, escrevo um novo post sobre o tema.
Por enquanto, me angustio com a questão de travesti-que-deu-certo, vestibular, libras, livros, italiano, alemão, português e com a culpa que tenho... Porque neste parâmetro devo pronunciar que TODOS adoram me culpar por TUDO.
Segunda Guerra Mundial?
Edú largou o Inglês? E Mayara desistindo da moda?
Brad Pitt virou gay?
Acidente na Marginal?
Aumento do barril de petróleo?
Giovanna virando fútil?

Culpe a Érica.



Ela não tem mesmo motivos para ficar feliz/triste que carregue um fardo.

16 de jul. de 2008

My name is...

Érica
do norueguês: "constantemente possante"
do germânico: "aquela que reina"
do escandinavo: "poderosa como uma águia"
do francês: "rica em honras e glória"
do português: "eu sou foda"

Arr, quantas milhares de vezes por dia eu ouço meu nobre nome!
Estou pensando em mudá-lo... mas quando eu escuto dos passageiros "Oi, eu sou
Uaxintu, Aléquisun, Jeogleison, Seremita, Nevon, Isanilda, Rimilda, Clenis, Mariancide", penso que é melhor continuar com o mesmo.

Vai que daqui a pouco ERICA PERAZZA vira mito.
Pode ter certeza que você também vai cansar de ver meu nome por aí.
Em uma capa de livro, assinando uma matéria de jornal ou mesmo sendo tema dela na Contigo.

Érica Perazza, biografia não-autorizada
O Novo Cidadão Kane por Érica Perazza
Érica Perazza flagrada aos beijos com Jude Law

Aliás, coitado do Jude. Sua carreira sucumbiu em decorrência do caso que ele teve com a babá dos filhos da ex-ex-mulher dele durante o casamento com sua ex-mulher, Sienna Miller (acho). Vou como aur pair para Londres. Quem sabe não viro babá dele e uno o útil ao agradável.
Não ligo que ele seja uns mil anos mais velho. Ele é um "inglês bonitão".
Falando em Londontown, honey, a libra hoje fechou em R$3,50. Já um progresso! Em 2002, ela chegou a custar R$6,00. O dólar fechou baixo também, R$1,70. Mas pode apostar que meu Häagen Dazs continua custando R$15,90. Hm e ainda tem a moda que agora as coisas custam em Euro... patético. mas é melhor do que em Libra, brother.
Meu amigo me chamou para sair sexta, num lugar que custa r$20... barato para os padrões noturnos. Mas isso dá £5. E isso só da para a ida do Underground.
De qualquer forma, não vou. Agora eu sou light... e pão-dura. Cansei de comer barras e barras de Diamante Negro e gastar R$60 em um jantar no America... mesmo que seja com Visa-Vale ( o meu único motivo e incentivo para continuar a trabalhar).
E se eu for, vai ter tipo uns 345 gays pedindo meu autógrafo na porta.
E mesmo que não tenha, vai ter. Porque segundo minha amiga, eu sou Midas. Não, nada que eu toca vira ouro... (Rico tem blog ponto com, não faz conta porque sempre o dinheiro vale muito, não tem Visa-Vale e sim Mastercard Itáu Personalittè e não come diamante negro e sim Lindt)
Voltando, eu sou a Midas.
"Tudo o que a Érica toca, vira gay."
¬¬
Alguns amigos se distanciaram de mim. "Não me toque", "Você não vai me convencer".
Isso não é verdade...
"A Érica é o vírus dessa epidemia"
Mais uma vez meu nome, mais uma vez minha culpa.
As pessoas fumam e não levam uma vida nada saudável, se jogam em tiroteios e guerras, fazem sexo com camisinha
e eu, lógico, sou a culpada pela queda do crescimento vegetativo.

Mas é estranho. Será que eu atraio muitos gays ou distraio muitos heteros?

Mas com quem eu vou falar de maquiagem e Niezstche ao mesmo tempo?
Eles são como eu. Fults. Cults e fúteis ao mesmo tempo.
Só meu "gorgeous english guy" me entende.
E só para variar, ele naõ é gay. Mas é inglês.

E talvez eu fique contente de ele me chamar pelo meu nome.


Status

Q.I ->
+ 5% aprendendo sobre Niezstche e Freud
- 8% cantando " Pipoca... Ueba!" para minha irmã dar risada
25% gastos no dilema de comer Diamante negro ou não
45% gastos para trabalhar hoje
0% estudando para o vestibular

alma - > nostálgica devido ao breve 21º aniversário

15 de jul. de 2008

Deus não me ama, a vida é injusta e o mundo é cruel

Pergunto me hoje

"Por que tem gente que liga para a Varig perguntando o telefone da Tam?"

http://www.google.com/ !


Dólar R$1,60
Libra R$3,19

Status

do meu Q.I -> 12% da capacidade gastos lendo Nietzsche, 33% para passar rímel, 28% para comer, 27% para calcular porcentagem
da minha alma -> nostálgica
do meu corpo -> Excede 1500 calorias/dia (!)
55% do meu salário destinam se a
balas de gelatina, m&ms, pizza, mc donald's, Viena, America, pipoca Mega do Cinermark, pote de Vanilla Cream and Browniw da Haagen Dazs e afins.
Logo, seu eu for pão-dura consigo ser uma pessoa light.


Mas enfim, vamos logo ao post do dia.


Como agora eu levo uma vida proletária, não posso viajar a qualquer momento - o que é extremamente frustrante para quem trabalha no aeroporto e nas férias.
Logo, minha família foi viajar sem minha presença ilustre, um infortúnio para a alegria e divertimento deles. Meu pai ficou também, afinal, ele é tão proletário quanto eu.
Minha mãe por ser coruja ou sacana, ligava para mim todo o dia ou mandava mensagens de texto no celular para dizer o quão frio estava em Campos (-2ºC) e o que ela estava fazendo (cansada de comer e beber chocolate, coitada). Mas a questão é que... eu e meu pai íamos na sexta e fomos... depois de muitas curvas e pedágios.
Antes de eu chegar lá, ela ficava me dizendo que tinha muito cara gato lá.

Hm.





Quando eu chego, cadê?
Para variar, vi vários gays.
E ela vem com um papo que até eu chegar não tinha visto nenhum gay lá, mas agora não via mais ninguém bonito.
Eu estava pensando na hipótese de ela não ter um olhar clínico como o meu, afinal, eu só tenho amigo gay (Sério? Não diga!) e sou boa em identificar gays e a linguagem corporal dos humanos.

Mas quem eu estava querendo enganar?


Deus não me ama

A vida é injusta

E o mundo é cruel


Ou seja, meu problema de travesti-que-deu-certo continua persistente.

E dessa vez foi o fim da picada... ou no dito popular, foi o O!

Não aguento mais carregar essa coroa de musa dos gays e coisa do tipo. Tá, eu sei que eu sou muito legal e os gays me amam, que eu sou muito simpática, que se existe alguém capaz de revertê-los, essa pessoa sou eu (ah, calma, não sou assim tão sexy, vai)
mas, fala sério, isso já tá ficando absurdo.
Será que meu pai é tipo o Poderoso Chefão e faz uma conspiração por todo canto que eu vou, para deixar sua filha intocável?
Espera. Acho que um dia ele vai querer netos.

Será que na verdade, eu sou uma hermafrodita/trissexual/uma mutação genética rarissíma?
Hm, na. Acho que eu ia ser famosa pelo menos.

Será que eu sou tão feia, chata, burra e sem conteúdo que nem as lésbicas xavecam?
Na, impossível. Eu? De M.A.C, Guerlain e botas cano alto, não tem nem para o Jude Law. ( quer dizer, tem e muito he)

Então, tá, qual é a resposta para eu atrair tantos homens assim?
(ambiguidade interessante)

Bom, realmente eles são mais descentes. Me sinto mais a vontade, posso ser eu. (Coisa da minha mente doente provavelmente)
Eu não preciso me preocupar com eles. Se eles olham para sua bunda é porque querem ver a etiqueta da grife, e para o seu peito é porque estão pensando em por silicone.

Mas eu quero me sentir boba e idiota, pouco a vontade, constrangida, tonta



porque eu temo que a raça humana entre em extinção por minha culpa!





Deus... ganho mais indo estudar Física. Não vou ser uma grande perda para a humanidade literária/hetero/jornalística/fashion/londrina mesmo.

Adeus, mundo cruel.




Em obras

Enésima tentativa frustrada de escrever em meu blog.

Faremos um upgrade nele e quem sabe me dá vontade e inspiração para escrever aqui.

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