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10 de nov. de 2008

Um dia, uma vida, uma morte

Apesar de eu quase semi-morrer de choque na cerca-elétrica do meu prédio graças ao meu guarda-chuva, o final de semana foi um dos melhores.
Se a carga não fosse baixa , eu não estaria aqui.
E é sério. Imagina se fosse alta... doeu.
No caminho ao meu destino, ainda verificando se eu tava viva, porque eu achei que meu coração ia parar e eu ia perceber - lógico - pensei em quão idiota minha morte seria.
Por ser distraída e idiota! Passei o guarda-chuva por cima do portão, só que não passava, quando eu levantei a cabeça para ver o que era, levei um baque, uma sensação estranha e ruim, uma dor rápida, breve, mas tão intensa que você não esquece e quando lembrar, ela vai se repetir da mesma forma, na mesma frequência. Como todas as dores, traumas, e coisas ruins da vida se você tiver a oportunidade de se machucar e a força para recordar como se fosse uma história.
Mas caso você não tenha tanta sorte como eu, qual seria suas últimas palavras? "Au!" ?
Quais seriam seus últimos pensamentos?
O que você lembraria?
Nada?
Nada.
Se você não sabe que está morrendo, sentiria que sua vida ainda nem começou, sentiria saudades de quem ama, sentiria dor ou alívio? Saberia o sentido da vida?
Claro que não!
Mas deixa eu te contar uma coisa que ninguém ou quase ninguém sabe:
Nós morremos todos os dias.

Por isso temos que lembrar, aprender, errar, rir, gritar, sentir todo dia.
Se você morresse agora, ficaria satisfeito com a sua vida? Teria orgulho?

Quando eu pensei nisso, na verdade eu pensei no dia, o dia mal tinha começado, era de manhã, e eu ainda não tinha feito todas as coisas que eu precisava fazer. Eu ainda tinha que estudar, me arrumar, sair com meus amigos e no dia seguinte eu tinha o show do Maroon 5. e pensar que eu disperdiçaria 150 reais...

Eu me bloquiei a pensar somente no dia. Sempre penso a longo prazo, na vida inteira... Penso todos os dias nas coisas que não fiz, que quero fazer e me sinto minúscula e fraca perante o tempo.
Então pense no dia, no presente, como se você fosse morrer a meia-noite ou não soubesse o horário. Pense se aquele dia te agradou, se ficaria bem se fosse o último.
Porque a vida é como o dia, o sol nasce e morre, mas nós sempre esperamos pelo dia seguinte, tão vulnerável..., inexistente, perecível.
Vivemos da ilusão do tempo, fazemos planos para o futuro, garantimos o amanhã, mas nem sabemos se vamos conseguir ver a alvorada... ou o crepúsculo.
Mas o pior, não é perder o dia.
O pior são as pessoas que acham que curtem a vida, mas fazem coisas efêmeras, inúteis, fúteis, improdutivas. Ilusão de estar vivendo a vida. De dar dó, nunca vão alcançar a plenitude.

Acho que depois que eu quase perdi meu dia, entendi realmente, senti na alma o que quer dizer a expressão pessimista "Carpe Diem".

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