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16 de mai de 2009

Tecnologia, pirataria e Rock'n Roll


Tecnologia, pirataria e Rock'n Roll
As contribuições e os males da internet na música

Muitas pessoas sonham em subir aos palcos, ouvir multidões aplaudindo, pisar num carpete vermelho, entrevistas a revistas, ser perseguido por groupies e paparazzi, assédio dos fãs e até com o cansaço nas mãos de dar autógrafos, além de dinheiro, fama, sucesso. Poucos sabem que é um sonho que pode ser realizado e ainda com a ajuda do desenvolvimento da internet.
Diversas bandas independentes buscam alternativas como o Pocket BDG, uma ferramenta gratuita que ajuda a divulgar músicas em qualquer site da internet e o Youtube, onde inclusive se divulgam vídeos.Nos tempos atuais, os músicos ficam conhecidos primeiro na internet como é o caso do quarteto de Wendy and The Lost Boys. Os jovens integrantes, Samantha, Eric, Ricardo e Benjamin colocaram seu trabalho no site do My Space.com numa tarde chuvosa de domingo. "Nossas músicas e clipes são acessados diariamente por mais de 450 usuários. Não demorou muito tempo para sermos descobertos por um produtor da Universal Music", conta o baixista da banda, Eric, de apenas 17 anos. Atualmente, eles estão no estúdio gravando seu primeiro álbum previsto para chegar às lojas em julho.
Mas, para quem ainda não tem conjunto formado, há sites como o Brasil Music Express.com, onde é possível enviar e encontrar anúncios de bandas que procuram músicos e músicos que procuram bandas. O Orkut, o maior site de relacionamento da web, possui uma comunidade chamada "Um Dia Eu Vou Ter Uma Banda" com mais de 23 mil membros, que se tornou responsável por muitos novatos.
A internet foi um dos instrumentos pelos quais a tecnologia conseguiu progredir tanto. Hoje, ela é o novo patrocínio no mercado musical. Mas anda prejudicando os veteranos. A venda de CDs caiu 50% com a chegada do MP3 Player, que facilita o acesso de troca digital de músicas através por programas específicos.
A divulgação da internet passa por cima das rádios e das lojas. Primeiramente, porque chega antes do que em qualquer outra mídia e segundo, porque você não paga para ouvir e ainda é possível gravar em um CD-R, que custa em média apenas um real.

Já um CD original chega a custar por volta de R$ 35. Todavia, não deixa os músicos ricos como a maioria acredita. Por venda unitária, o artista recebe por volta de 10 centavos. As gravadoras, defendendo-se, dizem que o preço envolve os custos da produção musical e do encarte.
A economia brasileira deficitária, portanto, acaba abraçando um crime: a pirataria. Devido à atual situação financeira, os consumidores ficam encurralados e a saída são os downloads de músicas por algum programa especifico ou o camelô da esquina. Em qualquer camelô, um CD é comprado por mais ou menos cinco reais, ou seja, 14% do custo de um original.

Não apenas CDs são copiados e vendidos ilegalmente, mas também DVDs, softwares, livros, remédios, roupas, calçados, relógios, bolsas, brinquedos, perfumes. Existe ainda o tráfico ilegal de animais e/ou recursos biológicos chamados de biopirataria.

A pirataria já virou uma epidemia. Está inserida na sociedade. "O povo não percebe a ligação com o crime.", comenta Natasha Rugby, jornalista especializada em música. "Ainda mais que a sociedade não possui um bem-comum. Só se preocupa com seu bolso, só enxerga os próprios interesses. Enquanto isso acontecer, não só a pirataria existirá, mas a carência em transportes, saúde, educação e por aí vai.", lamenta.
A justificativa da existência e da persistência da pirataria não é o preço alto. É o sistema como um todo. Quem vende produtos ilegais está cometendo um crime. Quem compra também, está sendo cúmplice, financiando não só a pirataria, mas todo o caminho criminoso que ela percorre. "Não dá para saber quem é mais criminoso: o vendedor, o consumidor ou o governo e a polícia.",
Natasha critica com uma postura firme.


"O governo possui taxas abusivas de impostos sobre os CDs (sobre tudo), não há uma legislação séria que puna os infratores e há uma falta de vergonha na cara da polícia que não fiscaliza direito e/ou coopera com esse e muitos outros crimes. Nós, cidadãos, temos o direito de exigir e nos mobilizar para que isso mude. Mas não adianta cobrar nada de ninguém se nós mesmos não nos conscientizarmos que estamos prejudicando não só os artistas com a pirataria, mas a nós mesmos. Os artistas e os consumidores deveriam se unir e se mobilizar, apoiando uma guerra contra as gravadoras gananciosas e os piratas."

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